As queixas de João

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O governador Jackson Barreto (PMDB) se reuniu ontem com oito secretários, dentre os quais Jeferson Andrade (Fazenda). Disse que foi feito as contas para pagar o salário dos servidores referente ao mês de novembro e a diferença do 13º salário dos servidore
O governador Jackson Barreto (PMDB) se reuniu ontem com oito secretários, dentre os quais Jeferson Andrade (Fazenda). Disse que foi feito as contas para pagar o salário dos servidores referente ao mês de novembro e a diferença do 13º salário dos servidore

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Publicada em 01/12/2015 às 00:40:00

O governador Jackson Barreto (PMDB) se reuniu ontem com oito secretários, dentre os quais Jeferson Andrade (Fazenda). Disse que foi feito as contas para pagar o salário dos servidores referente ao mês de novembro e a diferença do 13º salário dos servidores, que já recebem uma parcela no mês do seu aniversário. Ressaltou que a sua preocupação neste final de ano é com pagamento de pessoal e que vai dar para pagar a diferença do 13º, ficando o salário de dezembro para janeiro.
Em conversa com a coluna, o governador disse que já é fato decisivo que nenhuma categoria de servidor terá qualquer benefício antes da implantação do Plano de Cargos, Carreira e Vencimento (PCCV) dos servidores, que são os que menos recebem na administração estadual. Comemorou o fato do Limite Prudencial com a folha de pessoal ter baixado de 49% para 47%. "Quando chegar a 46% implantaremos o PCCV", comemora JB, enfatizando a necessidade de fazer justiça com os que são considerados barnabés do Estado.

As queixas de João

Em conversa com a coluna, o prefeito João Alves Filho (DEM) fez um balanço dos seus três anos de gestão, marcado por grandes dificuldades financeiras. Começou dizendo que hoje ser prefeito é o cargo mais difícil que se pode exercer.
"Já exerci vários cargos complexos. Não só fui prefeito há 40 anos como três vezes governador e ministro do maior ministério do país. Tudo executei bem e com a aprovação do povo. No entanto, hoje, a dificuldade é que estamos administrando em meio a uma crise muito grande e que não fomos nós que criamos, mas o governo federal", revela.
Segundo JAF, os grandes penalizados são os prefeitos. "O governo federal tem uma filosofia: não quer brigar com os governadores diretamente por terem influência muito grande na eleição dos senadores e deputados federais. A presidente não quer brigar com os governadores, então, o que faz? Esvazia os recursos dos prefeitos", acredita.
Para ele, poder administrar coisas difíceis faz parte da vida pública. "O problema é que estão inviabilizando as prefeituras, retirando os recursos mês a mês. A arte de administrar está ficando com dificuldade imensa. Não conseguimos a compreensão nem a sensibilidade de Brasília e eu não culpo os ministros. Quando a gente chega, eles já dizem que não pela falta de recursos. As prefeituras estão vivendo o seu momento mais dramático da história republicana".

Ao ser questionado sobre o que o está motivando a disputar a reeleição em 2016 diante de todas as dificuldades financeiras, João Alves disse: "Não sei se vou disputar a reeleição. Isso é uma conjectura. Ser prefeito é uma coisa difícil. A Maria {senadora Maria do Carmo Alves} sempre disse que quando eu não tiver um desafio vai comprar um vestido de luto por saber que vou morrer. Ela diz que sou movido a adrenalina, a um desafio. Me angustia porque o governo está tirando as condições das prefeituras sobreviverem, mas acho que isso não me leva a ficar deprimido e desestimulado. Sou uma pessoa que faço questão de estar sempre na luta. Então, ainda este ano estamos com duas esperanças e expectativas que vão dar um certo alento em dezembro, que vai ser um presente de papai Noel".

Ao ser indagado se não teme uma derrota nas urnas por um desgaste político grande e não ter cumprido boa parte das promessas de campanha nesses três anos de governo, o prefeito disse que não. "Na verdade eu não fiz muito pouco. Conversando com meus colegas prefeitos de outros estados, ficaram surpreendidos com o que avançamos. Agora, não devemos ficar subjulgados a questão de publicidade, de divulgação. Nós temos muito o que mostrar. Recentemente tivemos convite para falar com organização empresarial que reúne todo o fórum empresarial. Quando juntamos ficamos surpreendidos de ver os itens. Agora, essas obras em baixo do chão ninguém valoriza, que são obras de saneamento e esgoto. A ONS diz que para cada um dólar investido em obras feitas debaixo do chão há uma  economia de quatro dólares em saúde pública. Essas coisas a população não percebe, mas nós temos trabalhado muito nisso".
João Alves, ao ser questionado de zero a dez qual nota daria a sua administração nesses três anos de governo, disse: "Essa nota não deve ser dada por mim, pois sou suspeito. Quem deve dar é o povo. E é nesse povo que confio".

Sucessão 1
O prefeito João Alves Filho (DEM) não nega que vem conversando sobre as eleições 2016. Ao ser questionado sobre as conversas diz: "Política é uma agremiação solidária. Você não pode fazer política pensando no individuo. Tem de ter pessoas em torno de você. Gosto sempre de estar solidário aos colegas e amigos, as pessoas que pensam pelo bem do estado".

Sucessão 2
De JAF sobre como ele via o fato do seu aliado, o deputado federal André Moura (PSC), ter prestado várias declarações à imprensa defendendo candidatura própria do seu grupo e afirmando que dificilmente pode vir a apoiar sua reeleição: "Ele nunca me disse isso, mas é claro que respeito o pensamento político das pessoas. Agora o importante é a gente somar esforços para retirar Sergipe dessa apatia que está. Sergipe tem que reagir. Por exemplo, estamos com um risco tenebroso com essa questão da transposição do Rio São Francisco".

Velho Chico
Disse ainda: "Existe um projeto na nossa mão pra salvar o rio, para ele ser caldaloso e não ter mais risco de morte. Eu sinto uma apatia quanto a isso. Isso realmente é preocupante. Existem questões que são suprapartidárias e temos que nos somar a tudo aquilo que for em benefício do nosso estado e da nossa capital".

Almoço
Foi muito prestigiado o almoço que o empresário Luciano Barreto ofereceu ao deputado federal André Moura (PSC), no último sábado, em retribuição a homenagem que ele prestou ao Instituto Luciano Barreto Júnior (ILBJ) na Câmara Federal. Entre os presentes o ex-governador Albano Franco (PSDB), o prefeito João Alves (DEM), o vice José Carlos Machado, o presidente do Tribunal de Contas do Estado Carlos Pinna, o presidente da Câmara Municipal Vinicius Porto, o empresário Edivan Amorim, deputados estaduais e vereadores.

Discurso 1
Ao discursar no almoço em agradecimento a André Moura, o empresário Luciano falou da sua felicidade pelo reconhecimento nacional da atuação do ILBJ, que faz um trabalho social sem fins lucrativos reconhecido da sociedade sergipana. Falou ainda sobre a crise na construção civil e da necessidade das obras públicas precisarem ser concluídas.

Discurso 2
Ao finalizar o discurso, Luciano declarou que André Moura deve suceder os grandes políticos de Sergipe, como Albano Franco, Marcelo Déda e Jackson Barreto, pela sua "grande atuação" na Câmara Federal. Acabou lançando o parlamentar como pré-candidato ao governo em 2018, quando disse que André surge como nome certo para dar continuidade aos trabalhos que vem sendo realizados no Estado.

Discurso 3
Já o prefeito João Alves, ao discursar, elogiou André pela sua atuação parlamentar, principalmente como relator da Reforma do Pacto Federativo e Tributária. "Não esperava que André Moura alcançasse esse sucesso tão grande no Congresso Nacional", frisou.

Subvenção 1
Por unanimidade, o deputado federal João Daniel (PT) teve o seu mandato cassado ontem pelo pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) no escândalo das verbas de subvenções sociais da Assembleia Legislativa. Os membros do TRE também o condenaram a inelegibilidade de oito anos e pagamento de multa de R$ 106.410,00 por entenderem que houve desvio de pelo menos R$ 367 mil das subvenções para duas entidades: Associação de Cooperação Agrícola do Estado de Sergipe (R$ 213 mil) e Centro de Formação em Agropecuária Dom José Brandão de Castro (R$ 220 mil).

Subvenção 2
João Daniel é o quarto deputado a ter o mandato cassado pela destinação e aplicação irregular das subvenções em 2014, ano eleitoral. Os outros três são: Augusto Bezerra (DEM), Paulinho da Varzinhas (PTdoB) e Capitão Samuel (PSL).
Subvenção 3
O parlamentar, que como os outros com mandatos cassados, vai recorrer junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e segue com o mandato, disse que tem a certeza que não cometeu crime eleitoral e não desviou recursos das subvenções. "Vamos recorrer por termos clareza de tudo o que fizemos", disse João Daniel, enfatizando que só destinou 53% do valor total das subvenções.  

Subvenção 4
O pleno do TRE, por unanimidade, manteve ontem o mandato do deputado estadual Luiz Mitidieri (PSD) desconsiderando pedido da Procuradoria Regional Eleitoral (TRE) pela cassação. Entendendo que só houve conduta vedada, ou seja, destinação das verbas de subvenções da Assembleia Legislativa em ano eleitoral já que não houve provas nos autos da aplicação indevida das subvenções, foi aplicada multa de R$ 40 mil. Mitidieri destinou menos de 35% das subvenções para instituições sem fins lucrativos.

Subvenção 5
Luiz Mitidieri é o oitavo da lista da PRE a ser condenado apenas a pagamento de multa.  Os outros são: os deputados reeleitos Antonio dos Santos (PSC), Francisco Gualberto (PT), Luiz Garibalde (PMDB), Ana Lúcia (PT), Maria Mendonça (PP) e os ex-deputados Conceição Vieira (PT) e Arnaldo Bispo (DEM).

Subvenção 6
Na pauta de julgamento do TRE dessa terça-feira sobre as subvenções estão os processos contra o deputado estadual Gilson Andrade (PTC), o deputado federal Adelson Barreto (PTB) e o ex-deputado estadual Mundinho da Comase (PSL).

Veja essa...
Do prefeito João Alves ao falar da crise no país durante discurso no almoço que Luciano Barreto ofereceu a André Moura: "O Brasil perdeu o rumo. Ao chegarmos em Brasília a primeira palavra que ouvimos dos ministros é não. Depois vem o resto. O enclausuramento é porque não tem diálogo a nível nacional. Ao Brasil falta diálogo".

Curtas
Enquanto o pleno do Tribunal Regional Eleitoral cassava o mandato do deputado federal João Daniel (PT) no caso das subvenções, o parlamentar recebia ontem à tarde, na Assembleia Legislativa, o título de cidadão sergipano. Ele é de Santa Catarina.

Durante Conferência Estadual do PCdoB, realizada no último sábado, ficou decidido que o partido terá candidato a prefeito em 2016 em Aracaju, Nossa Senhora do Socorro e Estância. E que a legenda vai trabalhar para viabilizar candidaturas majoritárias em Simão Dias, Barra dos Coqueiros, Poço Verde, Pacatuba, Aquidabã, Lagarto, Gararu, Telha, Japoatã, Carmópolis, Cristinápolis e Riachão do Dantas.

O ex-prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB), que é pré-candidato a prefeito da capital, comemora a habilitação definitiva que acabou de receber do Detran. Como o ex-governador Marcelo Déda, Edvaldo nunca dirigiu na vida. Só recentemente resolveu se habilitar, dirigindo com muito cuidado com a carteira provisória.

Será realizada nessa quarta-feira a missa de dois anos do falecimento de Marcelo Déda. A celebração ocorrerá às 19h30, na Igreja Jesus Ressuscitado.