Oposição continua órfã de líder

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O deputado federal e vice-líder do PMDB na Câmara, Fábio Reis, esteve ontem com o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB). Tratou de temas de interesse de Sergipe e do país. \"É sempre um grande prazer estar ao lado do presidente do nosso pa
O deputado federal e vice-líder do PMDB na Câmara, Fábio Reis, esteve ontem com o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB). Tratou de temas de interesse de Sergipe e do país. \"É sempre um grande prazer estar ao lado do presidente do nosso pa

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Publicada em 04/11/2015 às 22:48:00

O deputado federal e vice-líder do PMDB na Câmara, Fábio Reis, esteve ontem com o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB). Tratou de temas de interesse de Sergipe e do país. "É sempre um grande prazer estar ao lado do presidente do nosso partido", afirma o parlamentar.

Oposição continua órfã de líder

Na última década, a oposição teve um grande líder na Assembleia Legislativa: o deputado estadual veterano Venâncio Fonseca (PP). Um parlamentar líder muito qualificado e sarcástico.
Nos dois governos Marcelo Déda o que se viu no plenário da Assembleia foi grandes embates entre Venâncio e o líder do governo na Casa, Francisco Gualberto (PT). Todos de alto nível e sem o debate ir para o lado pessoal, mas para o campo político.
Venâncio não deixava o seu gabinete para ir para o plenário da Assembleia sem ler todos os jornais e estudar os projetos do governo que chegavam no Poder Legislativo. Estava sempre muito bem preparado para qualquer embate.

O estilo Venâncio fez chorar em plenário a então deputada estadual Tânia Soares (PCdoB), que vem a ser sua prima. Ele também contribuiu para o afastamento do líder do governo Francisco Gualberto, que não aguentou a pressão, e se afastou da liderança por problema de saúde.
Sem Gualberto, um grande líder do governo, Venâncio deitou e rolou como líder da oposição na Alese nos dois governos de Déda. Isso porque o substituto de Gualberto foi o fraco deputado Gustinho Ribeiro (PSD), que era chamado de um dos "Menudos" da Assembleia.

Frequentemente Gustinho chegava atrasado no plenário da Assembleia e sempre desinformado, pois nunca tinha tempo de ler os jornais nem escutar os programas de rádio antes do início da sessão plenária. Por conta disso, Venâncio deitava e rolava.
Mas a sua atuação dura contra o governo Marcelo Déda com relação à votação contra o Proinveste - que chegou a ser derrotado em plenário após várias manobras da oposição nas comissões e em plenário - e a forma como foi conduzida a eleição para escolha do novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, quase lhe custou a sua reeleição em 2014. Principalmente, porque não teve o reconhecimento dos seus líderes.

Com uma votação pífia no pleito passado, Venâncio quase fica de fora da Assembleia após várias legislaturas. Isso fez com que refletisse e tomasse a decisão de não aceitar mais continuar como líder da oposição na Assembleia.
O nome escolhido para líder da oposição foi o deputado estadual Capitão Samuel (PSL), que vinha deixando muito a desejar. Muito fraco em argumentos e preparação, o novo líder deixou a oposição órfã.
Com Gualberto de volta como líder do governo e Capitão Samuel como líder da oposição, o governador Jackson Barreto (PMDB) - que enfrenta sérios problemas como o parcelamento do salário dos servidores públicos por conta da crise econômica - dorme em berço esplendido. Não está sendo incomodado em momento algum. Nem parece que tem oposição na Assembleia.

Ontem, para surpresa de alguns, o Capitão Samuel (PSL) deixou a liderança da oposição na Assembleia Legislativa. Anunciou a decisão durante o grande expediente da sessão com a justificativa de que vai cuidar da vida política pessoal e exclusivamente das questões da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros.
Na oportunidade, Samuel anunciou que no seu lugar assume o vice-líder da oposição, o deputado estadual Valmir Monteiro (PSC).
Trocando em miúdos, a oposição continuará sem um bom líder. Com a saída de Samuel e entrada de Valmir troca-se seis por meia dúzia. Bom para o governo Jackson Barreto que continuará sem oposição qualificada na Casa...

Convite
Tão logo oficializou que não era mais o líder da oposição na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Capitão Samuel (PSL) recebeu convite do deputado estadual Zezinho Guimarães (PMDB) para se filiar ao seu partido, que vem a ser o mesmo do governador Jackson Barreto. Segundo Zezinho, a ficha já está com ele, só falta o ex-líder assinar.

Últimas alegações
Informações chegadas à coluna dão conta que o promotor da Defesa do Patrimônio Público, Bruno Moura, entrará hoje com as alegações finais no processo que pede a nulidade das nomeações de cargos comissionados no Tribunal de Contas do Estado e aproveitamento dos aprovados no concurso público, cujo prazo expira em janeiro de 2016. As alegações serão protocoladas junto à12ª Vara da Fazenda Pública, que responde por ela o juiz substituto Isaac Moura.

Na Veja
De acordo com denúncia da Veja, o Tribunal de Contas do Estado tem 306 cargos comissionados e apenas 240 servidores efetivos. Informa ainda a revista que o Tribunal de Contas da União (TCU) tem 2.628 servidores e 28 comissionados.
Se inteirando
Para o ex-deputado federal João Fontes, que esteve ontem no Ministério Público Estadual tomando pé das ações do MPE sobre os cargos comissionados do TCE e a nomeação de concursados, a convite do procurador-geral do MPE, Roni Almeida, a expectativa é que o processo seja julgado ainda este ano para que os concursados possam ser convocados para assumir no lugar dos comissionados.

Registro
Fontes lembrou que há 4 anos foi procurado por um grupo de aprovados no concurso do TCE e que não foi notificado para assumir. "Esse grupo chegou a fazer campanha pela nomeação. O maior absurdo foi o TCE ter aberto inquérito policial para querer saber quem contratou a campanha publicitária. A OAB entrou no processo para regulamentação dos cargos, assim como o MPE que pediu a anulação dos cargos comissionados. São 80 cargos aprovados por lei, mas houve o desdobramento para dividir por mais pessoas", diz Fontes, lembrando que na época o presidente do tribunal era Carlos Alberto Sobral.

Trem da alegria
Ainda segundo o ex-deputado federal, dos 240 efetivos do TCE muitos entraram sem concurso público. "Entraram no vagão 111, no governo Albano Franco, e tendo como presidente do TCE o conselheiro Heráclito Rollemberg", disse.    

Defesa 1
O presidente do TCE, Carlos Pinna, disse ontem que não procede a quantidade de cargos comissionados denunciada pela Veja. Revela que de acordo com informações do departamento pessoal do tribunal, são 243 efetivos, 68 requisitados, 21 militares, 212 comissionados sem vínculos e 11 cargos em comissão vagos. "Esses dados representam o contrário do que foi divulgado. Temos mais efetivos do que comissionados. Temos 11 vagas que não foram preenchidas porque estamos no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal".

Defesa 2
Revela ainda Pinna que do concurso de 2011 foram chamados 103 concursados, quando foram ofertadas apenas oito vagas e o de 2014 não pode convocar nenhum aprovado, por já estar no limite prudencial. "Quando terminou o concurso já estávamos no limite prudencial. Nem podíamos nomear servidores novos comissionados nem concursados", explicou.

Alfinetada 1
Do vereador Emmanuel Nascimento (PT) sobre discurso do colega parlamentar Dr. Gonzaga (PMDB), anteontem, que disse no plenário da Câmara que as Secretarias Municipais já tinham seus candidatos a vereador: "Parabéns Gonzaga pela sua coragem. Temos que nos preocupar com essa situação, pois não podemos utilizar a máquina para fazer campanha própria. Não podemos utilizar as unidades do povo para nos beneficiar. Essa denúncia é grave. Enquanto alguns secretários já se preocupam com sua campanha eleitoral e com o apoio a candidatos, a cidade continua coberta de problemas".

Alfinetada 2
Prosseguiu Emmanuel: "A campanha já começa dentro do governo. Dr. João não deixe isso acontecer senão o senhor terá dificuldades para administrar! O prefeito deveria convidar aqueles secretários com interesse em candidaturas, a deixarem o cargo. Quem tiver interesses individuais que saia. O interesse da administração é do povo, é coletivo. Lamento esta situação, pois com isso quem padece são os aracajuanos".

Alfinetada 3
Em aparte, o vereador Gonzaga saiu com essa: "Alguns secretários estão aterrando o prefeito João Alves. Há secretários que nos tratavam muito bem, com receptividade, e resolviam o problema. Este ano, esses secretários estão sequer nos recebendo. Todos nós sabemos o caráter, a força e a capacidade futurística que tem o prefeito, mas é bom ficar de olho, pois tem secretários interessados não só para o bem da cidade, mas para se candidatar e para apoiar parentes também".

Veja essa...
Do ex-deputado federal João Fontes sobre os 306 cargos comissionados no TCE: "O maior PIB do colunismo social do Brasil está no Tribunal de Contas do Estado de Sergipe. O Estado quebrado e uma farra dessa? É o fim".

Curtas
Do deputado estadual Capitão Samuel após comunicar na Assembleia que estava deixando a liderança da oposição na Casa: "Não tenho mais ânimo para continuar liderando a bancada".

Os deputados estaduais votaram e aprovaram ontem, em segunda discussão, a PEC da Bengala. A Proposta de Emenda a Constituição permite que o servidor público se aposente aos 75 anos ao invés dos 70 anos.

Quem estará hoje no grande expediente da Assembleia é o reitor da UFS, Angelo Antoniolli, a convite do presidente da Alese, Luciano Bispo (PMDB). Falará sobre a expansão da instituição federal.
Na manhã dessa sexta-feira, na Assembleia Legislativa, haverá uma audiência pública para discutir a "Carreira Única nas Polícias - Um Novo Paradigma para a Segurança Pública".

Do dirigente do Sindicato dos Auditores Tributários do Estado de Sergipe (Sindat), Marcos Correa Lima, em relação ao parcelamento dos salários dos servidores do Estado: "Um desrespeito à Constituição da República".

Em relação à greve anunciada pelo Sindifisco, Marcos Correa afirma ser um direito constitucional, mas ressalta que o Sindat vai participar, ainda, da Comissão criada na Secretaria Estadual da Fazenda para discutir as diversas questões de interesse da Fazenda Pública.