Rompimento à vista

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Com o Jornal do Dia em mãos, o polêmico vereador Agamenon Sobral leu a manchete e criticou a aprovação do projeto de lei do Poder Executivo Estadual referente ao reajuste de 2% na alíquota do ICMS e do IPVA. Disse que os deputados estaduais que aprovaram
Com o Jornal do Dia em mãos, o polêmico vereador Agamenon Sobral leu a manchete e criticou a aprovação do projeto de lei do Poder Executivo Estadual referente ao reajuste de 2% na alíquota do ICMS e do IPVA. Disse que os deputados estaduais que aprovaram

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Publicada em 02/10/2015 às 11:28:00

Com o Jornal do Dia em mãos, o polêmico vereador Agamenon Sobral leu a manchete e criticou a aprovação do projeto de lei do Poder Executivo Estadual referente ao reajuste de 2% na alíquota do ICMS e do IPVA. Disse que os deputados estaduais que aprovaram o imposto votaram contra o povo de Sergipe, por vir a ser repassado para a população. "Votaram a favor do aumento de 50% do óleo lubrificante. Vocês acham que os empresários vão pagar mais sem repassar isso para o povo? Agora, quando vier reajuste da passagem por causa disso, eles vão fingir que estão do lado do povo e vão votar contra. É muita irresponsabilidade", afirmou, enfatizando que os líderes do PT e do PSB teriam comandado a votação e que a vergonha do estado está no PT e PSB.

Rompimento à vista

Após perder o comando do PSDB em Ser-gipe para os irmãos Amorim, o prefeito João Alves Filho (DEM) e o seu vice José Carlos Machado (PSDB), então secretário-geral dos tucanos, fizeram de tudo em Brasília para tentar reverter essa realidade. Não conseguiram.
Com isso, João Alves e Machado começaram um entendimento de filiação com o PPS, comandado no estado por Clóvis Silveira. Depois o vice iniciou uma conversa, intermediada pelo ex-governador tucano Albano Franco, com o PSD, que em Sergipe é liderado pelo deputado federal Laércio Oliveira.
Em seguida começou em Brasília uma negociação para Machado assumir o comando do PROS em Sergipe, uma vez que o deputado estadual Augusto Bezerra não tinha a pretensão de deixar o DEM para comandar o PROS pela não garantia da "janela partidária". Sem uma definição do vice-prefeito, o partido ficou no Estado sob o comando da irmã do parlamentar, Ada Augusta.
O foco maior da negociação era que Machado viesse a ter legenda para continuar sendo o vice de João Alves em 2016 e, consequentemente, ser uma pessoa da sua confiança para assumir o comando da PMA em 2018, quando João Alves, no caso de ser reeleito, viria a disputar o Governo do Estado, que é o seu maior projeto político.
Nessa linha, após diversas conversas com o PPS, SD e PROS, Machado decide permanecer no ninho tucano. Isso parecia uma coisa fora de cogitação pelo tratamento inicial que recebeu dos novos comandantes do PSDB em Sergipe e do presidente estadual e líder nacional o PSC, deputado federal André Moura.
André não via com bons olhos a permanência de Machado no PSDB, tendo declarado várias vezes que não apoiaria a reeleição de João Alves. Esta semana chegou a dizer que "qualquer acordo sem a sua anuência tem o poder de dividir palanque".
Assim sendo, a permanência de José Carlos Machado no PSDB significa que André Moura e Eduardo Amorim estão em meio a uma briga pesada e não há mais confiança. Nos bastidores o grupo dos dois já se digladia.  
O clima ruim vem desde o final das eleições de 2014, quando Eduardo Amorim perdeu o governo para Jackson Barreto. O senador se recolheu, deixando órfão seus aliados que encontraram guarita em André Moura. Sem falar que André se tornou hoje não só uma grande liderança local, mas nacional, pela sua proximidade com o todo poderoso presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ). Ele, inclusive, foi apontado com um dos 100 "cabeças" do Congresso Nacional em 2015 pelo DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar).
Isso contribuiu para aumentar uma rivalidade entre Eduardo e André, que já é visto como o líder maior do grupo político. Principalmente porque os dois têm pretensões de disputar o governo do Estado em 2018 e já trabalham nessa direção. Hoje eles quase não são vistos juntos em atos políticos.
Nesse sentido, os irmãos Amorim já perceberam que André galga voo próprio, que um outro forte aliado, o deputado federal Laércio Oliveira (SD), estará com João Alves e que sozinhos não vão a lugar nenhum. Sendo assim, o melhor caminho é voltar a ser um aliado incondicional do prefeito João Alves, apoiar a sua reeleição em 2016 em troca de apoio político para o governo ou o Senado em 2018.
Segundo uma fonte, já existe o compromisso de Machado realmente permanecer como vice de João Alves em 2016 e de João Alves apoiar Eduardo para o governo em 2018, no caso dele ser impedido de concorrer mediante possibilidade de aprovação de uma PEC que tramita no Congresso Nacional proibindo que prefeitos, governadores e presidentes da República concorram a um terceiro mandato, como já existe nos Estados Unidos. O objetivo dessa PEC, que tramita com articulação pesada, é impedir uma candidatura ao Planalto do ex-presidente Lula, em 2018.
Trocando em miúdos, Eduardo Amorim já percebeu que está sendo engolido politicamente pelo seu próprio grupo - quando muitos já declararam que não votam em João Alves, inclusive os deputados estaduais Capitão Samuel (PSL) e Valmir Monteiro (PSC) - e que agora só tem futuro político aliado com o prefeito JAF. Não deixa de ser uma tacada de mestre ... 

Ganha o PP
O ex-deputado federal Mendonça Prado, secretário de Segurança Pública, que na última terça-feira se desfiliou do DEM, conseguiu o comando do PP em Sergipe junto ao Diretório Nacional. O partido estava sob o domínio do deputado estadual Venâncio Fonseca há pelo menos 20 anos, quando a sigla ainda era PSD e o seu irmão Cleonâncio Fonseca era deputado federal.

Perde o PP
Na última quarta-feira Venâncio foi chamado a Brasília, pela direção nacional do PP, para ser informado da troca de comando. Segundo informações chegadas à coluna, ele retornou ontem à tarde a Sergipe um pouco abalado pela perda do partido, apesar de consciente de que isso é um ato normal na política.

A razão
Segundo um parlamentar, Mendonça Prado conseguiu o PP com a garantia de que o partido em Sergipe terá um candidato a deputado federal em 2018 e, principalmente, pelo fato dele já ter sido deputado federal e hoje ser primeiro suplente da sua coligação na Câmara Federal. "Para os partidos em Brasília o que vale é um mandato de deputado federal, pelo fundo partidário e representação nas comissões no Congresso Nacional", comentou o parlamentar.

Busca pelo entendimento
Chegou à coluna a informação de que Mendonça Prado vem conversando com Venâncio para que ele permaneça no partido. Quer que o parlamentar continue comandando o PP nos municípios que tem interesse político, a exemplo de Boquim e Pedrinhas.

No PHS
Com a mudança de comando do PP o vereador Agamenon Sobral, vinculado politicamente a Venâncio Fonseca, já deixou o partido. Ele se filiará ao PHS e comandará o partido em Aracaju após entendimento político ontem com o deputado estadual Augusto Bezerra (DEM), que é quem comanda a legenda em Sergipe, através da sua irmã Ada Augusta.

Definição
O vereador Dr. Agnaldo (PR) participou da reunião ontem de manhã em que ficou acordado que Agamenon Sobral presidirá o Diretório Municipal do PHS em Aracaju. Augusto Bezerra pediu que o vereador conversasse antes com Venâncio, a quem considera muito.

Filiações
Bezerra, que é secretário-geral do DEM, está satisfeito com o fortalecimento do seu partido em Sergipe. Comemora as filiações dos ex-prefeitos a legenda: Armando Batalha (São Cristóvão), Fernando Lima (Nossa Senhora das Dores), Chico do Povo (Gararu) e Benedito Barreto (Umbaúba).

Defesa 1
O governador Jackson Barreto negou ontem que tenha conversado com o senador Ciro Nogueira (PP) para tratar da transferência do comando do PP em Sergipe, como se especulou na imprensa. "A primeira e última vez que conversei com Ciro Nogueira foi no primeiro semestre do ano passado. Foi uma conversa informal onde tratamos de temas relacionados à eleição de 2014. De lá pra cá, nunca mais tive contato algum com ele", afirmou.

Defesa 2
Segundo JB, qualquer tratativa neste sentido foi de iniciativa pessoal de Mendonça Prado. "Ao contrário, eu pedi a Mendonça que caso houvesse essa conversa que ele comunicasse ao deputado Venâncio Fonseca que tem sido uma pessoa muito elegante com o nosso governo", revelou, enfatizando que neste momento está focado em cuidar da sua saúde, não está se envolvendo em questões políticas e tudo não passa de "fofoca para querer criar intrigas".

Veja essa...
Do governador Jackson Barreto (PMDB) ao ser questionado pela coluna se a possível reeleição do senador Valadares (PSB) pode ser um empecilho para que venha a apoiar a pré-candidatura do deputado federal Valadares Filho (PSB) a prefeito de Aracaju em 2016, como já se especula: "Não vou botar fogo. Não se discute nesse momento pré-candidaturas. Só no momento adequado. Isso não soma, só dispersa. O momento é de todos se organizarem". 

Curtas
Preocupado com a possível redução de gastos com programas sociais e com as medidas anunciadas pelo Governo Federal para equilibrar o orçamento da União, o deputado federal Adelson Barreto (PTB) usou ontem a tribuna da Câmara para fazer um apelo ao Governo no que se refere à redução de gastos com a terceira fase do Programa Minha Casa Minha Vida.

Em seu discurso, Adelson apresentou dados de pesquisas realizadas pelo IPEA e Caixa Econômica Federal demonstrando que no ano 2009 a carência por moradia no país era de 5,7 milhões e que baixou timidamente nos últimos anos para 5,2 milhões.

O deputado federal Fábio Reis (PMDB) apresentou ontem projeto de lei complementar que amplia o rol de atividades que poderão aderir ao regime de tributação de microempreendedor individual. A finalidade é estender o regime a todas as atividades atualmente abrangidas pelo Simples Nacional.

Atendendo convite do presidente do PSDB, Pedrinho Barreto, o jovem empresário Adriano Cabral se filiou ao partido após deixar o PMDB. Adriano, que já foi diretor do Sindipetro SE/AL e diretor de Transportes da Seinfra, tem militância na política desde os 16 anos e já foi testado nas urnas em 2006, quando se candidatou como o deputado estadual mais jovem daquele pleito.

Outros jovens também se filiaram ao PSDB na tarde de ontem. Entre eles o estudante de Engenharia e empresário Wagner Oliveira Júnior, Nedton Rocha, André Felizola, Vitor Dantas e Matheus Azevedo. "É importante que a juventude sergipana se conscientize da necessidade da sua participação na política partidária. O PSDB está de portas abertas", disse Pedrinho Barreto.