Clássico adolescente no Cinemark

Cultura


  • Adolescente, como todos os filmes de John Hughes

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br

Uma crônica de afir-mação do indiví-duo. 'Clube dos cinco' (1985) é a bola da vez na sessão de clássicos promovida pela rede Cinemark. Adolescente, como todos os filmes de John Hughes. Inteligente e nada condescendente, ao contrário da maioria das produções dedicadas ao segmento.
Cinco estudantes, encarnações de estereótipos surrados e aceitos pacificamente como produtos do drama espiritual americano. Tomada como um microcosmo iluminado pelos reflexos de uma perspectiva social castradora, a High School serve de tablado à individuação dos personagens e aos desdobramentos previsíveis na teia dos relacionamentos.

A família e o bando. "Eu mesmo" e "o outro". Apesar de nunca enquadrados, os dois principais núcleos sociais atuando na definição do subjetivo são evocados a todo o momento, feito sombra ameaçadora, um contraponto fundamental à eclosão iminente de certa maturidade, ainda que deformada pela ansiedade de aceitação coletiva.
Com trinta anos nas costas, 'Clube dos cinco' permanece tão cheio de vida como em sua estreia. Não à toa. A empatia do diretor John Hughes, manifestada ao longo de toda uma filmografia, é a chave para entender tanta vitalidade. Como na epígrafe assinada por David Bowie (!!!): "E as crianças em quem vocês cospem enquanto tentam mudar seus mundos são imunes aos seus conselhos. Elas sabem muito bem por aquilo que atravessam". Precisa dizer mais nada?


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