Candidato forte

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Publicada em 22/07/2015 às 02:05:00

Por vir fazendo uma administração que deixa a desejar e sem cumprir promes-sas de campanha a um ano e meio do final do mandato, muita gente acha que o prefeito João Alves Filho (DEM) será facilmente derrotado nas eleições de 2016.
Isso até pode acontecer pelo seu desgaste político por conta da má gestão que vem fazendo, mas não será fácil. Por ser ex-governador de Sergipe por três mandatos e atual prefeito da capital, João Alves já vai para a disputa com no mínimo 30% dos votos dos aracajuanos.

Ainda a favor do prefeito, o fato de tanto o governador Jackson Barreto (PMDB) quanto os irmãos Amorim não terem hoje nomes bem competitivos para enfrentá-los nas urnas.
Pelo lado do governador existem hoje três nomes com pretensões claras de disputar a prefeitura: o ex-prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB), o deputado federal Valadares Filho (PSB) e a deputada estadual Ana Lúcia (PT). Pelo PMDB sonham em ser candidato o secretário Zezinho Sobral (Saúde) e o deputado estadual Robson Viana.

Desses nomes o que tem maior vantagem são Valadares Filho e Edvaldo Nogueira, até porque as pesquisas mostram isso, mas nenhum dos dois é imbatível. Ainda mais se não houver consenso no bloco e decidirem sair candidato.
Jackson ainda não tem uma carta na manga, mas tão logo acabe 2015 ele vai procurar por uma. Quem o conhece sabe muito bem disso. É só lembrar dos nomes até então desconhecidos da população aracajuana que ele lançou para prefeito e foi bem sucedido nas urnas: João Augusto Gama e Wellington Paixão.
Não há dúvidas que o governador irá para o confronto com João Alves nas eleições do ano que vem, como se fosse ele o candidato.

No bloco dos Amorim, os dois únicos nomes com densidade eleitoral são o deputado federal André Moura (PSC) e o próprio senador Eduardo Amorim (PSC). Só que nenhum dos dois tem pretensões políticas em 2016. O projeto deles é 2018, com a disputa para o governo do Estado e o Senado.
Os nomes do grupo cogitados para disputar a Prefeitura de Aracaju são o deputado estadual Capitão Samuel (PSL) e o ex-deputado estadual Zeca da Silva (PSC). Nenhum dos dois é páreo para João Alves.
Diante deste cenário de falta de adversário político à altura tanto da situação quanto da oposição é que João Alves, mesmo ruim das pernas, está cantando de galo.
Disse anteontem à imprensa, cuja coluna publicou ontem, que caso seja candidato à reeleição, como será, ele é quem vai indicar o seu vice e não aceitará que o empurrem de "goela à dentro". Foi um recado para os novos dirigentes do PSDB, liderados pelo senador Amorim.
Podem apostar, João Alves sendo reeleito é forte candidato ao governo em 2018. Daí a briga para indicar o seu vice ...

Do vice-governador Belivaldo Chagas, que passou 16 dias como governador em exercício, ao ser questionado se pretende disputar o governo em 2018 pelo PSB ou PMDB: "Não estou preocupado com candidatura ou filiação partidária. Meu projeto é voltar para minha terra, de mala e cuia,  em 2019, passando só o final de semana em Aracaju. Farei o inverso, pois hoje passo a semana em Aracaju e o fim de semana em Simão Dias. Quero ficar com a família, apoiar os amigos, saúde e paz de espírito".

Alfinetada 1
Do polêmico vereador Agamenon Sobral (PP) anteontem, durante reunião dos pré-candidatos a vereador de Aracaju em 2016 pelo PP, na sede do partido: "O Dr. João [João Alves Filho} depois que perdeu o PSDB para os Amorim tentou, por cima, tomar o PP de Venâncio Fonseca".

Alfinetada 2
Ressaltou Agamenon que o prefeito queria dar um "bote", uma "rasteira" no deputado Venâncio por estar preocupado com o tempo de televisão. "Dr. João não conseguiu dar um golpe, tomar na tora o PP porque Venâncio é forte a nível nacional, mostrou prestigio com a presidência nacional e se mantém no comando do partido", desabafou.

Será?
Em uma roda de café, em um dos shoppings da capital, se comentou muito ontem a situação do prefeito João Alves com a perda do comando do PSDB em Sergipe para os Amorim. Teve quem afirmou: "Hoje, João Alves se tornou o Ganso, precisa do agrupamento do PSDB. Antes era o Neymar, jogava sozinho".

Visita
O governador Jackson Barreto (PMDB) retornou ontem de manhã a Sergipe das férias de 16 dias ao exterior, oportunidade em que reassumiu imediatamente o governo comandado nesse período pelo vice Belivaldo Chagas (PSB). Pela tarde foi visitar o túmulo do amigo e companheiro de sempre Rosalvo Alexandre, o Bocão, que faleceu na semana passada enquanto estava viajando.

Despedida
Tão logo soube da morte de Bocão, JB postou nas redes sociais: "Despedir-se de um amigo é das tarefas mais difíceis. Rosalvo era uma das mentes mais argutas de Sergipe. Inspirou nossa geração. Era um amigo, irmão. Quantas lutas estivemos lado a lado. Quantas alegrias e tristezas dividimos juntos. Mas um ideal nos unia de uma forma muito forte. Nossos sonhos e utopias de um mundo verdadeiramente mais igualitário, mais justo, mais humano. A luta pela liberdade em nosso país, a luta pela democracia, travamos juntos. E tenho certeza que assim como eu, Rosalvo faria tudo de novo. Valeu a pena. Vá em paz, meu irmão".

Missa
Hoje, às 10h, no Palácio Museus Olímpio Campos, Jackson  assiste a missa em celebração a Nossa Senhora de Fátima a ser celebrada pelo arcebispo de Aracaju, Dom Palmeira Lessa. A imagem peregrina da Santa está em Sergipe desde o último dia 1° de julho e permanecerá no estado até o dia 31. As visitas da Santa peregrina abrem as comemorações do centenário da Aparição de Maria, em Portugal, que acontece em 13 de maio de 2016.

Em paz
Em conversa ontem com a coluna o vice-governador Belivaldo Chagas (PSB) nega que o senador Antonio Carlos Valadares (PSB) o tratou friamente no último sábado quando se encontraram no povoado Deserto, em Simão Dias. Segundo ele, os dois conversaram sobre a política do município por cerca de 40 minutos, comeram galinha de capoeira e ouviram um forró.

Ficou para trás
Belivaldo admite que após as eleições, quando fez a opção de apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff enquanto os Valadares ficaram com Aécio Neves no segundo turno, ficou "um mal estar com um meio desconfiado com o outro". "Mas agora estar tudo bem e não tem razão para que não esteja. Cada um cuida da sua vida. Não tem problema algum entre Belivaldo e o PSB, entre o PSB e Belivaldo, entre Belivaldo e Valadares, e Valadares e Belivaldo. Converso pelo menos uma vez por semana com Valadares Filho. O que houve são águas passadas".

Ponto de vista
Sobre as eleições de 2016, Belivaldo disse que nesse momento "todos paqueram com todo mundo". Admite que o reboliço é normal por conta das filiações partidárias que vão ocorrer em agosto e setembro, em razão do encerramento do prazo em 3 de outubro para quem pretende disputar mandato de vereador e prefeito no ano que vem. "Depois tudo volta ao normal até o carnaval. A partir daí se começa a tratar de política".

Condenado
Por 6 x 1, o Pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/SE) condenou ontem à tarde o ex-prefeito Sukita (Capela) por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação nas eleições de 2014,  quando foi candidato a deputado estadual e obteve voto suficiente para ser eleito. Ele também foi condenado à inelegibilidade por oito ano. O único voto favorável a Sukita foi o do relator Osório Araújo Ramos.
O autor
A ação foi movida pela Procuradoria Regional Eleitoral, pelo uso da Megga FM como palanque eleitoral. Cabe recurso junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Sukita, que acompanhou o julgamento no TRE e ainda responde por crime de responsabilidade e lavagem de dinheiro, caiu no choro após o resultado desfavorável.

Veja essa...

De uma liderança política aliada do governador Jackson Barreto insatisfeita com relação ao tratamento que vem recebendo com o engavetamento dos processos de nomeação de cargos por parte do secretário Benedito Figueiredo (Governo): "Bené {Benedito Figueiredo}empl acou mais um parente no governo. Desta vez é a ex-procuradora Creuzinha Figueiredo. A turma agora quer saber se a nomeação da esposa terá o mesmo tratamento dado aos aliados, que esperam meses pela publicação no Diário Oficial".

Curtas

Do deputado federal João Daniel (PT) sobre nota publicada ontem na coluna: "Apoiamos, participamos e defendemos o governo Jackson Barreto, fruto da história e luta do povo sergipano. Acredito com toda clareza no seu compromisso com as questões sociais. No entanto, isso não significa deixar de fazer as críticas quando achar necessário. Discordo da forma como vêm sendo feitos os despejos contra as ocupações urbanas e rurais".

Esclarece ainda: "Sobre o parlamentar que se referiu à pressão por cargos, provavelmente ele tem o costume de adotar essa prática, o que não é o meu caso, nem no governo Marcelo Déda nem no governo Jackson Barreto. O nosso partido tem uma história de luta, de compromisso com a classe trabalhadora, antes de qualquer coisa. Inclusive com a presidenta Dilma Rousseff faremos críticas todas as vezes que forem necessárias".

Tramita na Câmara projeto de lei de autoria do líder do PSC, deputado federal André Moura (SE), que cria o Programa de Financiamento da Casa Própria às donas de casa e dá outras providências. Pela propositura podem ser beneficiadas pelo programa as donas de casa que não possuem renda comprovada que queiram adquirir um imóvel seja em área urbana ou rural.

O advogado Emanuel Cacho está focado no propósito de disputar a presidência da OAB/SE. Estimulado por muitos colegas, ele garante que no momento em que for dada a largada, mostrará as razões pelas quais vai pleitear o comando da entidade.