Resposta de Eduardo Amorim

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Publicada em 25/04/2015 às 02:20:00

A coluna de hoje publica nota enca-minhada pelo senador Eduardo Amorim (PSC), a titulo de esclarecimento, a respeito do artigo veiculado na edição de ontem sob o título "A bola da vez":
Diz o senador Amorim: "Não há desavença e nem ciumeira entre mim e o deputado federal André Moura, meu amigo pessoal. Cabe afirmar que não sou "criador" do político André Moura, como a jornalista cita no texto. Quando eu entrei na vida política como deputado federal em 2007, André Moura já tinha sido prefeito de Pirambú por duas vezes consecutivas, de 1997 a 2004, por exemplo".

Prossegue a nota; "Sugiro a quem interessar ler um pouco a biografia oficial de André no site dele, onde tem citado que "em 1990, com 18 anos de idade, André ingressou na carreira política. Filiou-se ao Partido da Frente Liberal (PFL) e trabalhou na assessoria da então primeira-dama de Sergipe, Maria do Carmo Alves. Ainda naquele ano, participou da campanha eleitoral que levou seu pai, Reinaldo Moura, ao mandato de deputado estadual. Em 1992, foi nomeado chefe de Gabinete da Liderança do Governo de Sergipe na Assembleia Legislativa, o que esclarece que meu amigo ingressou na vida política anos antes de mim tendo guiado seu próprio caminho".

Continua o senador: "André Moura tem DNA e sangue político, na justificativa que seu pai Reinaldo Moura já foi vereador e deputado estadual e sua mãe Lila Moura também já foi parlamentar. Quero deixar claro que tenho orgulho em ver o crescimento de André como deputado federal e representatividade na Câmara".
Para esclarecer quando a colunista cita que "o senador ainda não se refez da derrota acachapante e está tendo uma atuação meio apagada no Congresso Nacional" quero apontar que ganhar e perder num pleito faz parte do processo democrático. O que não é correto é cometer estelionato, que foi o que aconteceu na última eleição estadual.
"E sobre minha atuação no Senado deixo os acontecimentos falarem sobre os fatos, como exemplo que fui avaliado como o 'Melhor Senador de 2014' com nota máxima 10 pelos mestres, especialistas e doutores em Ciências Políticas do Núcleo de Estudos sobre o Congresso, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Iesp-Uerj) e publicado na revista Veja", finaliza o senador.
A coluna esclarece que quando se referiu a André Moura (PSC) como cria de Eduardo Amorim que superou o criador foi no sentido de que o deputado era liderado pelos irmãos Amorim até a eleição de 2014, o que não ocorre mais hoje.

Agora André superou politicamente o seu criador (líder), já liderando alguns aliados políticos do bloco em Sergipe pelo fato dos Amorim os terem deixados órfãos após a derrota nas urnas.
Sem falar que o líder do PSC na Câmara, chamado hoje de o "queridinho" do presidente Eduardo Cunha (PMDB/RJ), tem muita força política hoje pela ligação pessoal com Cunha e por ser relator ou presidente de comissões importantes como Pacto Federativo, Reforma Tributária, CPI da Petrobras e Redução da Maioridade Penal de 18 para 16 anos.   
O novo cenário político já mostra André se fortalecendo politicamente entre os aliados e, consequentemente, sendo o nome do seu bloco para ser candidato a governador em 2018. Só não ver quem não quer ...

Reforma política 1
No dia 26 de maio o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), vai colocar em votação o projeto de reforma política. O anúncio foi feito ontem em Cuiabá, durante mais uma sessão itinerante da Câmara dos Deputados, que discute três temas: reforma política, pacto federativo e redução da maioridade penal.

Reforma política 2
O deputado federal André Moura (PSC/SE) participou da sessão itinerante por ser presidente da comissão especial que analisa a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos e relator da comissão especial que analisa o pacto federativo. Segundo o parlamentar, a intenção de Eduardo Cunha é concluir a votação do projeto em dois ou três dias, ou seja, até a sexta-feira, 29 de maio, por ter alguns pontos polêmicos.

Reforma política 3
Na sua avaliação, o projeto tem dois pontos polêmicos. O primeiro é o que propõe o fim da coligação proporcional: se mantém o coeficiente eleitoral, por acabar com os partidos pequenos com a proibição de coligações, ou estabelece o distritão, ganhando quem tem mais voto. O segundo é se as eleições vão coincidir em 2018 ou 2022, ou seja, se os prefeitos e vereadores eleitos em 2016 terão mandato de dois ou seis anos.

Reforma política 4
Antecipa o parlamentar que o texto da reforma política propõe: o fim da reeleição; que a campanha eleitoral comece em agosto e não mais em julho, ou seja, que seja de no máximo 65 dias; que as convenções partidárias sejam realizadas de 1º a 15 de julho e não mais no mês de junho; que de 16 a 30 de julho seja o prazo para entrega de documentação; que o prazo para filiação partidária reduza de um ano para seis meses antes das eleições; que seja aberta uma janela para mudança de partido 30 dias antes do início do prazo de filiação, mas que durante todo o mandato não haverá brecha para troca de legenda.

Reforma política 5
Revela ainda que para baratear ainda mais a eleição, a reforma política proposta, além de reduzir para pouco mais de 60 dias o tempo da campanha eleitoral, acaba com panfletagem, utilização de banner e trio elétrico. Só será permitido o uso de praguinha, carro de som, adesivo pequeno e santinho. A utilização de bandeiras só poderá ocorrer em eventos, como carreatas e caminhadas. Com relação ao programa eleitoral, fica proibido o marketing com imagens externas de caminhadas e carreatas, por exemplo, ou depoimento de alguém. As imagens serão apenas do candidato sentado no estúdio falando o que bem quiser e entender.   

A capital
O presidente do PDT, prefeito Fábio Henrique (Nossa Senhora do Socorro), vem trabalhando pelo fortalecimento do partido. No momento está focado em fazer uma chapa competitiva para vereador em Aracaju, com projeto de eleger dois vereadores, sendo um deles o seu irmão, o radialista Jason Neto.

Senado
As especulações continuam com relação às duas vagas de senador em 2018. Uma fonte informou ontem à coluna que Fábio Henrique pode formar dobradinha com o prefeito de Canindé do São Francisco, Heleno Silva, para o Senado. Nesse processo, o PSB, com quem os dois tem conversado, pode ser excluído se o senador Valadares (PSB) desejar disputar a reeleição como parece.

Será?
Apesar do prefeito Fábio Henrique não admitir, em Nossa Senhora do Socorro ele pode apoiar a candidatura do deputado federal Jony Marcos (PRB) para prefeito. Em troca, terá o apoio do bloco político de Jony para a candidatura do seu irmão Adilson Júnior a prefeito de São Cristóvão. É o que assegura uma liderança em Socorro.

Ponto de vista
Segundo ela, Fábio hoje não tem um nome competitivo para concorrer a sua sucessão. "Seria muito imaturo politicamente se viesse apoiar a vereadora Maria da Taiçoca, não só por ser vinculada politicamente ao ex-prefeito Zé Franco, mas por ela não ser muito confiável", afirma, lembrando que na eleição de 2014 ela ofereceu almoço em sua casa em apoio à reeleição de Jackson Barreto e 15 dias depois estava apoiando para o governo o senador Eduardo Amorim (PSC).

Assédio político
O ex-deputado estadual Gilmar Carvalho (SD), que é pré-candidato a prefeito da Barra dos Coqueiros, vem sendo bem assediado por partidos políticos para se filiar. Entre os que formalizaram convite o PPS, PRB e PDT. Gilmar tem dito que está muito satisfeito onde se encontra.

Imprevisto
Por conta de atraso no voo para Brasília, na última quarta-feira, os deputados federais por Sergipe Valadares Filho (PSB), Fábio Reis (PMDB) e Adelson Barreto (PTB) acabaram chegando atrasados na Câmara Federal para votação das emendas do polêmico projeto das terceirizações. Seus nomes nem apareceram no painel de votação.  

Pergunta ...
Em uma roda política o líder da oposição na Assembleia Legislativa, Capitão Samuel (PSL), indagou ao polêmico vereador Agamenon Sobral (PP) por que ele - que já denunciou médicos, enfermeiros e professores por não cumprir sua carga horária de trabalho no serviço público - também não denuncia os delegados de polícia que só chegam para trabalhar às 9h ou 10h da manhã?

... e resposta
E Agamenon saiu com essa: "Ô deputado, por que você não denuncia na Assembleia? Você tem imunidade parlamentar, é líder da oposição na Assembleia e oficial da policia militar. Por que você mesmo não faz a denúncia no plenário? Está com medo de denunciar os faltosos? Faça seu papel de líder da oposição".

Conclusão
Teve quem comentasse que o Capitão Samuel era uma "vergonha" como líder da oposição. "Será que Venâncio Fonseca (ex-líder da oposição na Assembleia Legislativa) ia atrás de um vereador para denunciar atraso de delegados no trabalho? Que líder é esse que não quer se indispor? Estamos no final de abril e o líder da oposição não cobrou aumento salarial dos servidores", comentou um dos que testemunhou o diálogo dos dois parlamentares. 

Veja essa...
Durante uma roda política onde se encontrava o suplente de deputado estadual Daniel Fortes e a sua filha a vereadora Daniela Fortes, o pastor foi questionado se vai assumir a Assembleia Legislativa mediante a possibilidade de cassação de mandato de alguns parlamentares envolvido no escândalo das verbas de subvenções. E respondeu: é complicado. Nesse momento o tenente Antonio Moraes saiu com essa: "Se nada acontecer, se nenhum deputado for cassado pode fechar o Ministério Público, a Justiça..." 

Curtas
Na manhã de ontem o senador Eduardo Amorim participou do programa 10 Necessários. Durante 10 minutos, o parlamentar conversou com o apresentador Tiago Hélcias, onde falou da sua trajetória política. O programa vai ao ar na sexta-feira, 1º de maio, às 20h, no canal do YouTube e na TV Cidade.

Ainda está dando o que falar o fato de professores do Estado estarem contratando pessoas para dar aula em seu lugar no interior do Estado. Tem quem veja como fraude.
O pior é que há cerca de 15 dias, durante reunião com o vice-governador Belivaldo Chagas (PSB) para tratar de problemas da educação, o dirigente do Sintese, Joel Almeida, disse que tinha conhecimento das denúncias feitas pela Secretaria da Educação, diferente do que afirmou nos meios de comunicação.

Na verdade, o Sintese foi surpreendido pela ofensiva do secretário Jorge Carvalho no enfrentamento às questões corporativistas.