Sobre João Alves

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Publicada em 19/03/2015 às 01:27:00

Nos últimos anos os aracajuanos vêm sofrendo com a saúde pública e a mobilidade urbana. Por conta desses problemas, o ex-governador João Alves Filho (DEM) foi eleito prefeito de Aracaju em 2012, ainda no primeiro turno, pelo fato de o povo ter acreditado nas suas promessas de campanha de que seria a solução para os problemas da cidade.
Passados exatamente dois anos e quase três meses de mandato, ou seja, mais da metade do mandato, João Alves ainda não disse para que veio. Os problemas na saúde e na mobilidade urbana permanecem, somado ao fato da gestão municipal não estar conseguindo manter a cidade limpa, iluminada e sem buracos.

Aracaju hoje é uma cidade suja, com boa parte das ruas às escuras e esburacadas. Sem falar nas praças que estão sendo asfaltadas, pelo fato do prefeito ter achado mais prático passar piche que recuperar as pedras portuguesas. Sem falar que servidores municipais já sofrem com atraso no pagamento dos salários.
Na virada de 2014 para 2015, a cidade teve um réveillon pífio organizado em cima da hora e ficou sem o carnaval este ano. Apenas alguns blocos de rua permitiu aos aracajuanos algum tipo de folia na festa do momo.
João Alves, conhecido como grande gestor pelas obras faraônicas que realizou quando governador de Sergipe, estava acostumado a governar em épocas de vacas gordas. Agora a seca é grande, com vacas magras.

Sem saber gerenciar essa nova realidade, João Alves fez a opção de aumentar receita do município cobrando da população. Não pensou duas vezes para criar uma taxa de iluminação pública ainda no primeiro ano da sua administração. Agora aumentou o IPTU em até 2.000%, segundo o advogado e ex-deputado federal João Fontes. Sem falar que nesses dois anos concedeu um aumento absurdo da tarifa do transporte público, que levou às ruas mais de 20 mil pessoas em manifestações do Movimento Não Pago.
Já com mais da metade do mandato concluído, o prefeito só tem uma obra da sua gestão: a da 13 de Julho, iniciada recentemente. As obras que inaugurou foram deixadas pelo seu antecessor Edvaldo Nogueira (PCdoB).

Por conta dessa realidade os aracajuanos não tiveram o que comemorar nos 160 anos de Aracaju. Principalmente porque o presente foi o aumento abusivo do IPTU, já questionado judicialmente pelo Ministério Público do Estado.
A maior prova da insatisfação do povo é o ex-prefeito Edvaldo Nogueira se encontrar à frente de João Alves na mais recente pesquisa de intenções de votos para prefeito em 2016.

Incra
A ex-secretária de Estado do Desenvolvimento Urbano no Governo Marcelo Déda, Lúcia Falcon, vai presidir o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A sua nomeação, assinada pela presidente Dilma Rousseff e o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário), já foi publicada no Diário Oficial da União de ontem.

Cargos
Esse não é o primeiro cargo de Lúcia Falcon no governo federal. No governo Dilma, ela foi secretária de Planejamento e Investimentos Estratégicos do Ministério do Planejamento e assessora da presidência do BNDES. Em Sergipe, além de responder pela extinta Sedurb, Falcon foi secretária de Planejamento da Prefeitura de Aracaju.

Polêmica
Foi bem tumultuada a sessão plenária de ontem, na Câmara dos Deputados, com a presença do ministro da Educação, Cid Gomes, que foi convocado a se explicar pela sua declaração recente, na Universidade Federal do Pará, de que haveria no Congresso "300 ou 400 achacadores que se aproveitam da fragilidade do governo". Cid foi à Câmara com a orientação da presidente Dilma de pedir desculpas aos deputados, mas acabou dizendo que não ia se desculpar com quem "vestiu a carapuça" e nominou o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB), como um dos "achacadores".  

Reação 1
Indignado com as declarações do ministro, que é ex-governador do Ceará, o líder do PSC, deputado Andre Moura (SE), afirmou na tribuna da Câmara que ele "não tem moral, é achacador e desqualificado". O parlamentar sergipano citou diversos casos em que Gomes teria, como governador, utilizado dinheiro público para fins privados ou superfaturado obras. Ele também criticou o "sorriso irônico" do ministro.

Reação 2
"Enquanto governador do Ceará, viajou por toda a Europa com recursos pagos com o dinheiro do povo do Ceará e, achando pouco, levou a sogra", disse, em referência à viagem feita por Gomes no carnaval de 2008 em jato fretado pelo governo estadual.

Reação 3
"Achacador somos nós ou é um governador que começou a construção de um aquário em 2012 na praia de Iracema [em Fortaleza] e essa obra está orçada em R$ 300 milhões quando o governo do estado do Rio de Janeiro constrói o maior aquário marinho do Brasil e a obra está em R$ 90 milhões em recursos privados?", questionou André, que também criticou o pagamento de R$ 600 mil para um show da cantora Ivete Sangalo na inauguração de um hospital em Sobral, base eleitoral de Gomes.

Reação 4
O deputado federal Fábio Reis (PMDB) também demonstrou sua insatisfação com as declarações do ministro e defendeu, inclusive, a sua demissão. Para o parlamentar sergipano, as declarações públicas de Cid Gomes sobre os deputados foram "grosseira e inoportuna".

Reação 5
Fábio quer que ele diga quais são os 300 ou 400 deputados "achacadores". Defendeu ontem à tarde que Cid deixasse imediatamente o Ministério da Educação por entender que a sua permanência no governo federal não contribuía para a boa relação entre os Poderes Legislativo e Executivo. "O ministro foi grosseiro, desequilibrado e destemperado", avaliou o parlamentar.

Porto 1
Ontem à tarde Fábio Reis e o diretor presidente da Codise, Sérgio Reis, foram recebidos em audiência pelo ministro dos Portos, Edinho Araujo (PMDB). Foram tratar da situação do Porto de Sergipe, que não opera como deveria para receber navios de grande porte. Hoje o Porto é administrado pela Vale.

Porto 2
A expectativa do presidente da Codise é que o Porto venha a funcionar como deveria para que Sergipe possa receber grandes empresas. Na sua concepção, muitas empresas deixam de se instalar no Estado por não poder transportar seus produtos em grandes containers.

De fora
O Partido Solidariedade (SD) exibiu, na última terça à noite, sua propaganda partidária em rede nacional de rádio e televisão. No programa, que teve duração de 10 minutos, não apareceu o deputado federal por Sergipe Laércio Oliveira. Isso causou estranheza, pois Laércio é um dos poucos deputados federais da legenda na Câmara. No programa apareceram outros federais, deputados estaduais e até vereadores, menos o parlamentar sergipano.

PPS 1
Em pleno feriado do aniversário de Aracaju, a nova Comissão Executiva Estadual do PPS fez sua primeira reunião de trabalho para definir as estratégias de fortalecimento do partido já para as eleições de 2016. A reunião já foi comandada pelo novo presidente estadual da legenda, Clóvis Silveira.

PPS 2
No encontro, Clóvis ressaltou o fato de, sob o seu comando, tudo dentro do PPS de Sergipe será discutido de forma democrática e na base do diálogo. Ficou acordado que nas eleições de 2016 o foco maior será a eleição de vereadores, cujos eleitos devem está identificados com o projeto do partido e conscientes do compromisso de em 2018 eleger um deputado federal.

Registro 1
O PPS está rachado em Sergipe, pelo fato dos históricos não aceitarem a indicação de Clovis Silveira para comandar a legenda no Estado, por imposição da Executiva Nacional. O histórico Wellington Mangueira, que pensa em deixar a legenda, defendeu o nome do ex-vereador Antônio Samarone.

Registro 2
Quem ameaça deixar o PPS se Mangueira realmente deixar a legenda é o vice-prefeito de Nossa Senhora do Socorro, Job Carvalho.

Veja essa...
Do deputado Jerônimo Goergen (RS), do mesmo partido do deputado estadual Venâncio Fonseca, incluído na lista dos políticos a serem investigados pela Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF): "Estou tão surpreso quanto tantos outros, não sei por que meu nome saiu. Nem conhecia esse povo. Acredito que pode ter sido por ter recebido recursos em 2010 das empresas que estão envolvidas na operação. Mas, botar meu nome numa zorra dessas? Não entendo. O que pode ser feito é esperar ser citado e me defender. Estou cagando e andando, no bom português, na cabeça desses cornos todos. Sou um cara sério, bato no meu peito e não tenho culpa".

... e essa ...
Na contramão da história o Congresso Nacional, ao aprovar o Orçamento de 2015, triplicou o Fundo Partidário, em momento de crise econômica. Os recursos para os partidos políticos passou de R$ 289,6 milhões (dotação inicial prevista no projeto) para R$ 867,6 milhões. Em 2014, por exemplo, o Fundo Partidário distribuiu R$ 371,9 milhões (incluindo restos a pagar).

Curtas
Com o sepultamento do prefeito Paulo Soutelo (Santa Luzia do Itanhy/PSDB), 62 anos, anteontem, assume o comando do município o vice-prefeito Edson Cruz (PSDB), 46 anos. Soutelo estava no seu quarto mandato como prefeito de Santa Luzia.

Como Soutelo era tucano e Edson também é tucano, o PSDB não perde uma das poucas prefeituras que tem em Sergipe.

O senador Antonio Carlos Valadares (PSB) é a favor do financiamento público de campanha.

Nas inserções ontem do PCdoB no rádio e na TV, o deputado estadual comunista Padre Inaldo usou as mesmas palavras do ex-governador Marcelo Déda quando se despedida de qualquer pronunciamento: "Paz e bem".

O projeto de lei 7867/14 que estimula a geração de empregos na indústria gráfica do Brasil, relatado pelo deputado federal Laércio Oliveira (Solidariedade) foi aprovado ontem na Comissão de Desenvolvimento, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados.

Depois do desastre da sua ida à Câmara dos Deputados o ministro Cid Gomes, que estava há 76 dias no cargo, foi até o Palácio do Planalto e anunciou para a presidente Dilma sua demissão. O ministro interino é Luiz Claudio Costa.