Chapa única

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Publicada em 28/01/2015 às 00:03:00

Na reunião de ontem da Executiva Estadual do PMDB ficou decidido o nome do deputado estadual eleito Luciano Bispo para presidente da Assembleia Legislativa para o biênio 2015/2016. A reunião foi realizada na sede do partido, com a presença dos quatro deputados estaduais: Luciano Bispo, Garibalde Mendonça, Zezinho Guimarães e Robson Viana.

Como o nome de Luciano foi unanimidade, ele apresentou os nomes que tinha acordado para fechar a chapa: Garibalde - vice; Jeferson Andrade (PSD) - 1º secretário; Goretti Reis (DEM) - 2ª secretária; Venâncio Fonseca (PP) - 3º secretário; e Luiz Mitidieri (PSD) - 4º secretário. A chapa foi consenso entre os peemedebistas.

Essa chapa deverá ser chapa única, pois o deputado estadual reeleito Gustinho Ribeiro (PSD) dificilmente conseguirá montar uma chapa de oposição ao governo Jackson Barreto (PMDB). Primeiro porque não tem grupo político para isso e segundo pelo menos três nomes que tinha convidado para compor sua chapa fecharam com Luciano Bispo: Garibalde Mendonça, Luiz Mitidieri e Venâncio Fonseca.
Gustinho sonhava em ter na chapa o outro candidato Garibalde, por avaliar que agregaria votos. Desejava ter na chapa ainda os deputados estaduais eleitos Jairo de Glória (PRB) e Silvia Fontes (PDT). Mas dificilmente teria esses novos parlamentares na chapa, pelo fato dos seus líderes políticos não quererem ir de encontro ao governo no início da gestão.

Como a coluna já colocou, como o presidente do PDT, o prefeito Fábio Henrique (Socorro) colocaria sua mulher Silvia na chapa de oposição quando o seu partido emplacou o secretário de Turismo, que é o irmão Adilson Júnior? Como o presidente de honra do PRB, prefeito Heleno Silva (Canindé), colocaria seu afilhado político Jairo de Glória para compor com Gustinho, se indicou no primeiro escalão do governo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciências e Tecnologia, Chico Dantas?
O deputado Gustinho podia contar com os oito votos da oposição liderada pelos irmãos Amorim, mas esses votos não seriam suficientes para ganhar uma eleição. Ainda mais quando um dos oito, o deputado Venâncio Fonseca - um parlamentar respeitado pela sua experiência e coerência e que foi líder da oposição por 12 anos - está na chapa governista.
Esse cenário não é novo na política, pois a chapa para presidente da Assembleia Legislativa sempre foi formada com o aval do governador de plantão, que costuma ter maioria na Casa. Com Jackson Barreto não seria diferente ...

Comunicado
Após a reunião da Executiva Estadual do PMDB realizada ontem, ao meio-dia, na sede do partido, todos foram ao Palácio dar a notícia ao governador Jackson Barreto (PMDB). JB, que torcia por Luciano Bispo, demonstrou alegria com a unidade do partido em torno da eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa e do seu candidato.

Ponto de vista 1
Para o deputado estadual Zezinho Guimarães (PMDB), que chegou a lançar seu nome como candidato a presidente da Assembleia, o consenso dos peemedebistas em torno de Luciano Bispo e da chapa que apresentou só fortalece a sua candidatura.  "Entre mortos e feridos salvaram-se todos", comemora Zezinho, enfatizando que Luciano costurou bem com outros partidos e tem tudo para ser eleito.

Ponto de vista 2
O deputado estadual eleito Robson Viana também comemorou ontem o consenso dentro do partido.  Disse que acredita que o aliado deputado Gustinho Ribeiro (PSD) deve ter uma nova conversa com o governador Jackson Barreto e ver o seu espaço. "Não sei qual posição ele tomará, mas ele é um cara novo, tem muito chão pela frente", avalia.
Na frente
A coluna noticiou ontem, com exclusividade, que a Executiva Estadual do PMDB referendaria o nome de Luciano Bispo para presidente da Assembleia. Também divulgou, com exclusividade, a chapa anunciada na reunião. Só aconteceu a inversão do 3º e 4º secretário, quando noticiou que Venâncio Fonseca seria o 4º secretário e Luiz Mitidieri ou Gustinho Ribeiro o 3º secretário. Pela chapa apresentada ontem Venâncio ficou com a 3ª secretaria e Mitidieri com a 4ª secretaria.

Eleição
A eleição da mesa da Assembleia será realizada no domingo, 1º, às 15 horas, logo após a cerimônia de posse dos novos deputados. A sessão será presidida pela deputada Ana Lúcia (PT), a mais velha da casa.

Esclarecimento 1
Com relação a comentário ontem na coluna intitulado "Gato escaldado tem medo de água fria", o senador Eduardo Amorim (PSC), através da sua assessoria, presta o esclarecimento publicado abaixo, na integra: "Erra conceitualmente a colunista e até mesmo atribui proporções maiores do que as reais quando afirma que "o então governador Marcelo Déda sofreu o pão que o diabo amassou para conseguir aprovar projetos de lei do interesse do executivo". Cabe rememorar como foi exaustivamente propagado na mídia, na época, que havia um acordo político entre os grupos, que não foi honrado em sua totalidade, o que ocasionou o rompimento. Como disse o senador Eduardo Amorim, à época, "faltaram os diálogos para o bom entendimento". Cabe lembrar à jornalista que foi uma opção do então governador fazer um ato público sobre o Proinveste. Ele poderia simplesmente utilizar o telefone para dialogar, o que não o fez".

Esclarecimento 2
Prossegue: "Ao contrário da abordagem política "O Proinveste levou oito meses para tramitar na casa": à época, por várias vezes, o grupo solicitou diálogos com o então governador, pois já sinalizava que a dívida do Estado de Sergipe era de cerca de R$5 bilhões. Todas as tentativas não obtiveram sucesso. O senador Eduardo Amorim afirmava que a bancada do Executivo devia cobrar a transparência de onde seriam aplicados os recursos do empréstimo, que constasse no projeto a relação das obras que seriam realizadas, fato que só ocorreu depois da abertura do diálogo. Segundo ele, a geração futura pagaria a dívida. Como já está pagando de fato, atualmente, e as obras não aparecem e nem são usufruídas pelo povo. O diálogo é o cimento, é a cola, a liga de qualquer relação".

Esclarecimento 4
Continua a nota: "O senador mostrou em seus discursos números concretos sobre empréstimos e apresentou aos sergipanos que novas cessões trariam prejuízos, já que o Estado está endividado.  Eduardo Amorim mostrou, em inúmeros discursos, que a gestão pública não tem compromisso só com o presente, mas com o futuro do Estado. Ele disse ainda que, ano a ano, desde 2009, o governo do Estado vem tomando dinheiro emprestado e, mesmo assim, Sergipe é o sexto estado mais violento do Brasil e não avançou em temas como saúde e segurança pública. Em 2008, a dívida pública de Sergipe era de R$ 829 milhões, hoje ultrapassa R$ 5 bilhões. É preocupante".
Esclarecimento 5
Segue a nota: " Podemos fazer um exercício rápido sobre quais são as obras do Proinveste disponíveis para o povo? Como andam as obras do Hospital do Câncer? Já que destinamos quase R$ 118 milhões de emendas de bancada, sendo que R$ 85 milhões já foram perdidos e nenhuma parede foi edificada. Enquanto isso, centenas de pessoas morrem sem obter o tratamento adequado. Como andam as obras da SE-255 que ligará Itabaiana a Itaporanga D´Ajuda? A implantação da SE-100 que ligará Pirambu e Pacatuba? Nada saiu do papel".

Esclarecimento 6
Finaliza dizendo: "A jornalista deve analisar pontos mais sérios e nunca imaginados pelos servidores públicos. Como atrasos e fatiamentos. Será mesmo que os servidores estão satisfeitos? Durante o último pleito eleitoral fizemos um estudo de toda a situação do estado e dissemos que não só o servidor passaria por dificuldades, como o estado necessitaria urgente de uma reforma administrativa, fato que o atual governo acabou por reduzir cerca de dez secretarias. A diferença é que dissemos publicamente e o governo escondeu para enganar a população e angariar votos. A Assessoria de Imprensa, por sua vez, está sempre disponível a prestar as informações necessárias ao bom jornalismo".

Curtas
Segundo a líder do PSB, Lídice da Mata (BA), a bancada do partido realizaria reunião para analisar a proposta de lançar o nome do senador Antônio Carlos Valadares (SE) a presidência. No entanto, a decisão ainda será discutida e tomada apenas se o partido tiver apoio suficiente das outras legendas para ganhar.

"Vamos conversar hoje, porque não teria sentido expormos o nome do nosso senador mais antigo, nosso líder, um senador que já tem três mandatos, a ser um candidato sem apoio", disse a líder do PSB pouco antes de receber Luiz Henrique (PMDB-SC) e os colegas Ricardo Ferraço (PMDB-ES) e Waldemir Moka (PMDB-MS) para a reunião em que o nome do parlamentar catarinense foi oficializado.

De acordo com Lídice, há um clima de "desconforto" no Senado, porque Renan Calheiros não admitiu ainda que é candidato à reeleição. Lídice destacou que, apesar de o acordo histórico definir que o partido com maior bancada indica o nome para a presidência, isso não significa que as demais legendas sejam ignoradas. "Não é uma resistência ao nome do Renan. É uma resistência ao PMDB manter as decisões em segredo. É o tal do candidato em off", definiu a líder pessebista.

Além da eleição para a presidência do Senado, no próximo domingo, os senadores também podem fazer a eleição dos demais membros da Mesa Diretora. A definição de quem ocupará cargos como 1ª vice-presidência e 1ª secretaria também deve obedecer ao critério da proporcionalidade, com o PT sendo o próximo a fazer indicações, por ter a segunda maior bancada. Em seguida, provavelmente na segunda-feira (2), os senadores elegerão os presidentes das comissões permanentes da Casa, seguindo o mesmo critério.