Manifesto pela fusão

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Publicada em 19/11/2014 às 00:29:00

Um manifesto público pela fusão partidária das oposições foi lançado nas redes sociais. Ele fala, inicialmente, da fusão dos partidos Democratas (DEM) e Partido Social Cristão (PSC), sem descartar a possibilidade de outros partidos serem incluídos na perspectiva de fusão, em especial os partidos menores, passíveis de serem excluídos do cenário político com um possível retorno da cláusula de barreira.
Essa proposta de fusão do DEM com PSC é em função dos resultados eleitorais passados, quando as duas siglas saíram menores do que o pretendido: o DEM não manteve seu número de deputados federais eleitos, caindo de 28 para 22, e o PSC deixou de crescer conforme o planejado. Os peixinhos têm 12 deputados nesta legislatura e na próxima manterá o mesmo número de parlamentares.  

Já no Senado, o DEM aumentou de quatro para cinco senadores, ante a possibilidade de sair do pleito com oito senadores. Um dos cinco senadores eleitos do DEM é Maria do Carmo Alves, reeleita em 5 de outubro. O PSC manteve-se com um membro no Senado Federal, que é o senador por Sergipe Eduardo Amorim.
A imediata fusão DEM-PSC, inalterados seus quadros, daria ao futuro partido 34 deputados federais, seis senadores e mais de 500 prefeituras, uma estrutura de poder suficiente para almejar crescimento eleitoral e fortalecimento de militância.

O manifesto coloca que a fusão DEM-PSC é cabível pelos seguintes motivos: ambos os partidos se colocam inquestionavelmente na oposição; ambos os partidos atuam no Congresso em defesa do mercado, da lei e da ordem; e refutam as teses ideológicas do atual governo federal.
Coloca que além das semelhanças, os dois partidos proporcionariam a necessária travessia da oposição do confuso centrismo político para o centro-direitismo ponderado.
E que uma vez criado, o novo partido seria o expoente da boa luta faltante na política nacional, portador da combatividade que dê suporte, nos termos da Constituição, à construção da sociedade livre, aos valores da livre iniciativa, à livre concorrência, ao pluralismo político, à soberania nacional, à família como base da sociedade e ao repúdio ao terrorismo.

O manifesto clama ainda pelo entendimento das forças oposicionistas dispersas em diversos partidos e circunstancialmente unidas nas causas dignas da política nacional. Coloca que a fusão DEM-PSC é o caminho mais seguro para a manutenção da relevância dos que por eles militam, bem como significa a consolidação de um ideário (não de uma ideologia) que favoreça a construção de uma sociedade livre e ética.
O manifesto finaliza dando como sugestão dois nomes para o novo partido, surgido com a fusão DEM-PSC: Partido Popular Conservador (PPC) e Partido Democrático Nacional (PDN).
Se confirmando essa fusão, como parece, resta saber quem ficará com o comando do novo partido em Sergipe: o prefeito João Alves Filho (DEM) ou os irmãos Amorim, que comandam o PSC e mais um bloco de partidos nanicos?

Mais partidos
O manifesto pela fusão partidária das oposições defende ainda a hipótese de outros partidos se fundirem numa única sigla de centro-esquerda, como Partido Socialista Brasileiro (PSB), Solidariedade (SD), Partido Popular Socialista (PPS) e Partido Verde (PV). Diz que essa possibilidade reforça a necessidade da criação de um partido que contrabalanceie a movimentação centro-esquerdista.

Contra
O referido manifesto se opõe à hipótese de fusão com o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), por acreditar que o ideário do DEM seria encoberto pelas "causas albergadas pelos tucanos, transformando uma suposta união de forças num engolimento de um partido menor (DEM) por outro maior (PSDB)".

Pote de mágoa
Informações chegadas à coluna dão conta que o líder do governo na Assembleia Legislativa, Francisco Gualberto (PT), anda chateado com o governador Jackson Barreto (PMDB) por acreditar que ele está trabalhando para que o ex-prefeito de Capela, Manoel Sukita, consiga ganhar recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, consequentemente, venha assumir o mandato de deputado estadual. Isso porque com 33 mil votos conquistados nas urnas, Sukita, que concorreu às eleições sub-judice, pode ser empossado na vaga de Gualberto.

Registro 1
Sukita, que se filiou ao PMDB após ser expulso do PSB, recorreu ao TSE após o Tribunal Regional Eleitoral, por unanimidade, não ter acatado pedido de anulação de sua renúncia à candidatura de deputado estadual formalizado pelo PSB e assinada por ele próprio. Querendo o aval do partido para ser candidato, o próprio ex-prefeito sugeriu assinar um documento de renúncia caso voltasse a ser preso ou surgisse um novo escândalo que atingisse a imagem da legenda.  

Registro 2
O ex-prefeito Sukita foi preso pela segunda vez no dia 09 de agosto passado, pela Polícia Federal, pela acusação de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e improbidade administrativa praticadas quando era prefeito de Capela.

É fato
É de muita apreensão o clima entre os deputados estaduais que tiveram impugnadas suas prestações de contas das eleições deste ano, pela Procuradoria Regional Eleitoral de Sergipe. Eles apresentaram na sexta-feira passada, quando vencia o prazo, a retificação das contas.

A angústia continua
Os parlamentares também continuam apreensivos com a prestação de contas das subvenções de R$ 1,5 milhão, que vem sendo investigada pelo Ministério Público Federal. Se confirmando alguma ilegalidade tanto na aplicação do dinheiro das subvenções quanto na prestação de contas da eleição, eles podem não ser diplomados em 18 de dezembro e ficarem inelegíveis por oito anos.

Caça as bruxas
O prefeito João Alves Filho (DEM) vem demonstrando que não quer mais nenhum entendimento político com o genro Mendonça Prado (DEM), reeleito deputado federal em 5 de outubro. Depois de ter pedido votos para os deputados federais André Moura (PSC) e Laércio Oliveira (SD) nas eleições deste ano e ter impedido que Mendonça aparecesse no programa eleitoral gratuito, agora JAF manda fazer auditoria nos contratos da Funcaju, que foi presidida pelo seu aliado que é vinculado ao genro, o vereador Nitinho Vitale (DEM).
Queixa
Nitinho, inclusive, já tinha declarado à imprensa a sua mágoa pelo fato de João Alves ter virado o rosto em uma solenidade só para não falar com ele. O vereador, que deixou a presidência da Funcaju para disputar mandato de deputado estadual, ficou do lado de Mendonça Prado que se recusou a apoiar o seu desafeto político Eduardo Amorim (PSC), não acompanhando, portanto, o sogro João Alves na aliança. Vem lamentando o tratamento do prefeito, a quem o acompanhou a sua vida toda e sempre foi fiel.

Apagando o fogo
O deputado federal reeleito Fábio Reis (PMDB) atuou ontem como bombeiro após as declarações do companheiro de partido, o deputado estadual eleito Robson Viana, de que Valadares torceu pela derrota do governador Jackson Barreto nas eleições deste ano e por isso não acredita numa reaproximação política entre os dois. Destaca a importância do papel do senador Valadares e do PSB no projeto vitorioso da reeleição de JB e lembra que o futuro vice-governador é do PSB.

Será?
"É preciso ter cautela e deixar de lado as questiúnculas políticas para por em prática um projeto único voltado ao enfrentamento da crise e ao desenvolvimento de Sergipe", afirmou Fábio, enfatizando que o que passou, passou e acredita que pela maturidade e experiência política de Jackson e Valadares, esse "episódio será superado pelo bem comum de Sergipe".

Nos ministérios
Em Brasília, onde participou anteontem de Seminário "Pacto pela Boa Governança: Um Retrato do Brasil", promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o governador Jackson Barreto se reuniu ontem com o ministro Vinicius Lages para solicitar os investimentos para construção da pista de Santa Luzia do Itanhy e com o ministro Aldo Rabelo para falar sobre a conclusão das obras do Batistão.

Eleições limpas
Representantes da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e da União Nacional de Estudantes (UNE) não pouparam críticas à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 352/13, em análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, e defenderam a aprovação de um projeto de lei já em tramitação na Casa (PL 6316/13), batizado de "eleições limpas" e elaborado com sugestões de várias entidades da sociedade civil. Atualmente, essas entidades tentam colher 1,5 milhão de assinaturas para reforçar o apoio ao projeto de lei.

Veja essa...
Do ainda líder da oposição na Assembleia Legislativa, o deputado estadual reeleito Venâncio Fonseca (PP), sobre o resultado das eleições em que o seu candidato a governador Eduardo Amorim (PSC) perdeu nas urnas: "Jackson Barreto é adversário difícil. Parece que ele não come. Não bebe. Tem muita energia".

Curtas
O secretário Jeferson Passos (Fazenda) garante que com a antecipação dos royalties está assegurado o pagamento do servidor público estadual dentro do mês até o final do ano, assim como o pagamento do 13º salário.

O senador Valadares (PSB) e os deputados federais Márcio Macedo (PT) e Valadares Filho (PSB) participam em New York, como observadores, de um debate no plenário da Assembleia Geral da ONU.

O líder do PSC, deputado federal André Moura, participou ontem, em Brasília, da reunião do Colegiado de Líderes e da Reunião Deliberativa Ordinária da Comissão Mista de Orçamento (CMO) onde foram apreciados relatórios e Projetos de Lei que tramitam nesta Comissão.


A relação política do prefeito João Alves Filho com a sua bancada na Câmara Municipal continua não sendo das melhores.

Ontem o vereador Anderson de Tuca (PRTB), que é seu vice-líder na Câmara, cobrou do prefeito o envio ao Legislativo Municipal do Plano Diretor de Aracaju para que a "cidade não continue sofrendo com o crescimento imobiliário desordenado".