Custos de campanha

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Publicada em 07/11/2014 às 00:46:00

Não foi à toa que vimos uma campanha atípica nas eleições deste ano, com pouca movimentação nas ruas tanto dos candidatos majoritários quanto proporcionais. Somente na reta final houve uma agitação maior com panfletagens, adesivagens e carreatas.
Isso se explica agora com a prestação de contas dos candidatos, formalizada junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e divulgada no site do tribunal. Os candidatos gastaram bem menos do que esperavam gastar, em razão da baixa arrecadação de recursos.

O governador reeleito Jackson Barreto (PMDB), por exemplo, declarou junto ao TSE uma estimativa de gasto na campanha eleitoral de R$ 10 milhões, mas só arrecadou R$ 1.803.635,52 e gastou R$ 1.799.335,85.
A senadora reeleita Maria do Carmo Alves (DEM) informou ao TSE uma estimativa de gasto de R$ 6 milhões na campanha, todavia só arrecadou R$ 3.079.156,95 e gastou R$ 3.076.143,60.
Os deputados federais eleitos Adelson Barreto (PTB), Mendonça Prado (DEM) e Laércio Oliveira (SD) comunicaram ao TSE que podiam gastar até R$ 2 milhões na campanha, mas gastaram bem menos que isso. Mendonça mesmo teve uma receita de R$ 461.728,00 e uma despesa de R$ 461.230,27.
Já os deputados federais eleitos Jony Marcos (PRB), Valadares Filho (PSB), Fábio Reis (PMDB), Fábio Mitidieri (PSD) e João Daniel (PT) declararam uma estimativa de gasto de até R$ 18 milhões. Arrecadaram e gastaram menos que R$ 500 mil na campanha.
Para deputado estadual o quadro se repetiu: os candidatos estimavam arrecadar e gastar um determinado valor considerável e gastaram uma quantia irrisória. Os deputados eleitos Ana Lúcia (PT) e Francisco Gualberto (PT) estimaram um gasto de campanha de R$ 28 milhões, mas arrecadaram e gastaram R$ 172.651,49 e R$ 59.482,00 respectivamente.

Outros exemplos estão nos deputados eleitos Augusto Bezerra (DEM), Gilson Andrade (PTC) e Georgeo Passos (PTC), que declararam junto ao TSE uma estimativa de gasto na campanha de R$ 1 milhão e gastaram bem menos. Augusto, por exemplo, arrecadou e gastou na campanha R$ 114.793,40.
A grande maioria dos candidatos majoritários e proporcionais foi disciplinada, equilibrando as contas, ou seja, deixando a despesa pela receita.
Os dois que gastaram bem mais do que arrecadaram e se aproximaram do valor estimado de custo da eleição terminaram a campanha no vermelho: o candidato a governador Eduardo Amorim (PSC) e o candidato a senador Rogério Carvalho (PT).
Amorim declarou junto ao TSE um estimativo de gasto de R$ 10 milhões. Gastou R$ 8.011.131,40 e arrecadou apenas R$ 3.266.809,32. Ficou com um déficit de campanha de R$ 4.744.322,08.
Já Rogério informou ao Tribunal que poderia gastar na campanha R$ 8 milhões, chegou a ter uma despesa de R$ 5.130.839,40 para uma arrecadação de apenas R$ 2.576.798,41. O seu déficit de campanha chegou a R$ 2.554.040,99.

Mais rica
Dos deputados federais eleitos em 5 de outubro, a campanha eleitoral mais cara foi de Laércio Oliveira (SD). Ele informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que arrecadou R$ 1.428.731,78 e gastou R$ 1.428.837,10. Laércio foi reeleito com 84.196 votos.

Intermediária 1
Depois de Laércio, os que mais gastaram na campanha foram Valadares Filho (PSB) e Mendonça Prado (DEM). O deputado federal reeleito do PSB, com 68.175, comunicou ao TSE uma receita de R$ 575.092,44 e despesa equivalente a R$ 552.581,22. Já o deputado reeleito do DEM, com 44.263 votos, declarou receita de R$ 461.728,00 e despesa de R$ 461.230,27.

Intermediária 2
Já os novos deputados eleitos que gastaram na média de R$ 327 mil foram: Jony Marcos (PRB), eleito com 53.455 votos, declarou ao TSE uma receita e despesa de R$ 328.041,26; e Fábio Mitidieri (PSD), eleito com 83.337, uma arrecadação de R$ 325.123,20 e gasto de R$ 328.041,26.

Mais pobre
Já dos eleitos para a Câmara dos Deputados, o que teve a campanha mais barata foi Adelson Barreto (PTB). Ele declarou ao TSE uma receita de R$ 70.897,90 e despesa correspondente a R$ 70.882,90. Adelson foi o campeão de votos, com 131.208 votos.

No vermelho
Dois oito deputados federais eleitos apenas dois terminou a campanha no vermelho. Fábio Reis (PMDB), que obteve 80.888 votos, arrecadou R$ 309.681,09 e gastou R$ 715.423,59. Ficou com um déficit de R$ 405.742,50. Já João Daniel (PT), eleito com 52.959 votos, ficou com um déficit pequeno. Arrecadou R$ 265.380,00 e gastou R$ 287.221,78, ficando com déficit de R$ 21.841,78.

Mais abastada
Dos 24 deputados estaduais eleitos, a campanha mais cara foi a de Silvia Fontes (PDT). Ela arrecadou R$ 575.214,00 e gastou R$ 674.744,98, ficando, inclusive, com um déficit de quase R$ 100 mil. Silvia foi a campeã de votos, ao conquistar 42.613 votos.

Franciscana
Os deputados estaduais eleitos que menos gastaram na campanha foram: Francisco Gualberto/PT (receita e despesa equivalente a R$ 59.482,00); Jairo de Glória/PRB (receita de R$ 80.545,00 e despesa de R$ 80.465, 57); e Antonio dos Santos/PSC (receita e despesa correspondente a R$ 90.605,63).

Mediana 1
Arrecadaram e gastaram entre R$ 100 mil e R$ 200 mil para a Assembleia, batendo receita e despesa: Augusto Bezerra/DEM (R$ 114.793,40); Luiz Mitidieri/PSD (R$ 116.503,20); Venâncio Fonseca/PP (R$ 119.046,40); Jeferson Andrade/PSD (R$ 140.342,36); Goreti Reis/DEM (R$ 141.497,73); Zezinho Guimarães/PMDB (R$ 145.443,00); Garibalde Mendonça/PMDB (R$ 146.470,00); Capitão Samuel/PSL (R$ 155.715,90); Valmir Monteiro/PSC (R$ 163.848,36); Dr. Vanderbal/PTC (R$ 167.501,75); Ana Lúcia/PT (R$ 172.651,49); Luciano Pimentel/PSB (R$ 183.551,95) e Robson Viana/PMDB (R$ 195.219,59). Desses eleitos, Luciano Bispo/PMDB foi o único que não bateu receita e despesa. Ele arrecadou R$ 130.819,00 e gastou R$ 139.814,99. Ficou com um pequeno déficit de R$ 9 mil.

Mediana 2
Já os eleitos que arrecadaram e gastaram entre R$ 200 mil e R$ 300 mil, batendo receita e despesa: Paulinho da Varzinhas/PTdoB (R$ 223.399,99); Gustinho Ribeiro/PSD (R$ 223.423,25; Georgeo Passos/PTC (R$ 230.692,70); Maria Mendonça/PP (R$ 264.137,90); Gilson Andrade/PTC (R$270.952,18); e Padre Inaldo/PCdoB (R$ 281.850,00);

Curtas
Já de volta a Sergipe, o governador Jackson Barreto deve anunciar na próxima semana a reforma administrativa e as medidas que vai adotar para enxugar a máquina mensalmente em R$ 30 milhões.

JB anunciou ontem, pelas redes sociais, que está assegurado o pagamento dos salários de todos os servidores do Estado. Disse que foi muito empenho em conseguir a liberação dos royalties, garantindo o pagamento hoje dos aposentados e pensionistas.
Declarou ainda que estão assegurados os pagamentos dos servidores nos meses de novembro, dezembro e o 13º salário, "sem sobressaltos". E que até a próxima terça, 11, todos os servidores estarão com seus salários recebidos, conforme o acordado.

A sessão plenária ontem na Assembleia Legislativa foi relâmpago. Os comentários é que os deputados estaduais estão fugindo da imprensa com relação à investigação sobre as subvenções que vêm sendo feitas pelo Ministério Público Federal.