A licença de João

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Publicada em 27/08/2014 às 00:06:00

Em 2012 o ex-governador João Alves Filho (DEM) concorreu a Prefeitura de Aracaju com a promessa que era a solução para os problemas de Aracaju e que resolveria os problemas da saúde em seis meses. O povo, que vinha sofrendo com a saúde pública e a mobilidade urbana, acreditou ao dar a vitória a JAF ainda no primeiro turno.

Hoje, um ano e oito meses como prefeito da capital, João Alves não conseguiu cumprir com suas promessas. A saúde piorou, havendo até o fechamento das UPAS; os problemas de mobilidade urbana permanecem; a cidade está totalmente esburacada, parecendo uma tábua de pirulito; e, pela primeira vez, em décadas, o servidor público municipal deixou de receber seu salário dentro do mês.
Em 20 meses de gestão, o prefeito está no seu quarto secretário da Saúde na tentativa de melhorar os problemas nessa área. Problemas esses que afetam diretamente o pobre, que sem convênio particular, enfrenta dificuldade para ter assistência médica na rede pública municipal, onde faltam médicos e medicamentos.

Mesmo com esse cenário, João Alves vai se licenciar da Prefeitura de Aracaju a partir de hoje, por 45 dias, para trabalhar na campanha pela reeleição da mulher, a senadora Maria do Carmo Alves (DEM), e do candidato a governador Eduardo Amorim (PSC).

João Alves já vinha comparecendo a atos de campanha da senadora Maria do Carmo e de Eduardo Amorim, em pleno horário de trabalho. Um dos atos foi na semana passada, em Lagarto, às 8h, quando teve caminhada e visita a feira do município. A coluna registrou e criticou a presença de JAF.
Não é politicamente correto João Alves, que não é candidato a nada nas eleições deste ano, se licenciar nesse momento de dificuldades da PMA. Mas é melhor que faça isso, que deixar a prefeitura sem comando enquanto faz campanha pelo interior do Estado até 5 de outubro.

O vice-prefeito José Carlos Machado (PSDB), com certeza, dará a sua contribuição ao município com a sua experiência ao longo da sua vida pública. Ele, inclusive, chegou a visitar postos de saúde e UPAS com o novo secretário da Saúde, Luciano Paz, para saber, "in loco", as dificuldades ...

Permissão dada   
A Câmara Municipal de Aracaju aprovou ontem o Decreto Legislativo 42/2014, que autoriza licença sem remuneração de 45 dias para o prefeito João Alves Filho (DEM) tratar de assuntos particulares. Vai se integrar a campanha pela reeleição da mulher, a senadora Maria do Carmo Alves (DEM), e do candidato a governador Eduardo Amorim (PSC).  

A partir de hoje
Na manhã desta quarta-feira João Alves, que retornou ontem à noite de Brasília, concederá entrevista coletiva à imprensa para tratar de reformas no projeto da saúde do município. Em seguida, passará o comando da Prefeitura de Aracaju para o vice-prefeito Jose Carlos Machado (PSDB).

Alfinetada
O vereador Iran Barbosa (PT) criticou ontem o pedido de licença de João Alves. "Aracaju ficará sem o seu prefeito, que foi eleito para gerir a cidade, por 45 dias que coincidem, vejam só, com os dias que antecedem ao processo eletivo de 5 de outubro. É bom que a população acompanhe e avalie sobre como são colocadas as prioridades por essa Administração e pelo prefeito da cidade", relatou.

Terreno de Marinha
Ao participar no sábado, em Salvador, do lançamento do plano Nordeste Forte, feito pelo presidenciável Aécio Neves (PSDB), o prefeito João Alves levou uma proposta do vice Machado para inserir no programa de governo tucano. A proposta, entregue ao deputado federal João Almeida, corresponde a uma alternativa para melhorar a cobrança de terreno de Marinha, que atinge um milhão de brasileiros.

No TRE 1
Foi adiado para o dia 28 de agosto o julgamento do pedido de anulação do PRP na Coligação Vitória Popular (PRB / PDT / PRP / Pros / PC do B / PSDC). O pedido foi feito pelo PRP Nacional, após o presidente do partido, o ex-prefeito Armando Batalha, ter rompido politicamente com o candidato a governador Jackson Barreto, após inclusão do PDT na chapinha, e, inclusive, ter retirado a candidatura do seu filho a deputado estadual por achar que ficou inviável com a participação do PDT, que tem a mulher do prefeito Fábio Henrique (Socorro), Silvia Fontes, como candidata.

No TRE 2
Também na sessão de ontem do TRE foi adiado para essa quinta-feira o julgamento do registro de candidatura do deputado estadual Arnaldo Bispo (DEM), que não foi indicado pelo seu partido - na convenção partidária - como candidato a reeleição por apoiar a reeleição de Jackson Barreto.  O impugnante é a Coligação Digo Sim a Sergipe (PP / PTB / PSL / PSC / PR /DEM/PT do B/PTC/Sd/PSDB).

Debate na TV 1
As claques dos candidatos a governador Jackson Barreto (PMDB), Edvan Amorim (PSC) e Sônia Meire (PSOL) marcaram presença no primeiro debate que foi realizado entre eles ontem à noite, pela TV Cidade. Do lado de fora da emissora, dezenas de pessoas assistiram ao debate por um telão portando bandeiras dos seus candidatos e ouvindo o jingle de campanha nos carros de som. Por conta disso, as ruas das imediações da televisão foram fechadas.

Debate na TV 2
O debate, que começou às 20h e foi mediado pelo jornalista André Barros, foi realizado em cinco blocos. Como não poderia ser diferente, ele foi polarizado entre os dois principais candidatos Eduardo Amorim e Jackson Barreto. E Sônia Meire alfinetou os dois, pegando mais pesado em Amorim. A candidata do PSOL chegou a dizer que ele critica o governo atual, mas fez parte dele. Na réplica, Amorim respondeu que acreditou no governo há 4 anos e estava enganado. Na tréplica, ela disse que era difícil acreditar que ele foi enganado por fazer parte dos últimos governos. Se referiu ao fato de Eduardo não só ter sido companheiro de chapa de Jackson Barreto em 2010, mas ter sido secretário da Saúde do governo João Alves.

Debate na TV 3
Sônia Meire também alfinetou Eduardo Amorim quando ele perguntou se ao invés dela defender o calote na dívida pública não era melhor cortar gastos com redução de cargos comissionados e secretárias e que é preciso investir com transparência. Ela questionou Eduardo por falar em transparência, quando foi processado quando secretário da Saúde.

Debate na TV 4
No direito de resposta conseguido no debate, por interferência da sua assessoria jurídica, Eduardo Amorim disse que tem parecer do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado que não tem nenhum processo na Saúde. Jackson questionou isso, dizendo que tem parecer do Supremo Tribunal Federal dizendo que não tem nada contra ele (JB), mas tem contra Eduardo Amorim, que corre em segredo de Justiça.

Debate na TV 5
O debate começou a esquentar a partir do segundo bloco, quando houve perguntas entre os candidatos. Amorim ficou em situação difícil quando perguntou a Jackson Barreto se sabia quantas pessoas tinham morrido de câncer pela omissão do governo em construir o Hospital do Câncer e Jackson respondeu que ele não tinha autoridade para falar do Hospital do Câncer por ter sido responsável, com o seu grupo, de emperrar a aprovação do Proinveste na Assembleia, por iniciativa do irmão Edvan Amorim, e que se houve mortes, a responsabilidade era dele e do seu grupo. Lembrou que o então governador Déda teve que se humilhar para conseguir aprovar.

Debate na TV 6
Jackson Barreto foi ao debate acompanhado do candidato a vice-governador Belivaldo Chagas, do marqueteiro Carlos Cauê, do secretário de Comunicação Sales Neto e do advogado Paulo Hernani. Eduardo Amorim foi acompanhado da mulher Wilma e do coordenador da campanha, o deputado estadual Zeca da Silva (PSC), além de assessores de comunicação, jurídico e de marketing. Já Sônia Meire foi com assessores.

Debate para o Planalto 1
A Band realizou ontem o primeiro debate entre os presidenciáveis, a partir das 22h, com a participação de sete dos 11 candidatos ao Planalto: Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB), Marina Silva (PSB), Pastor Everaldo (PSC), Luciana Genro (Psol), Eduardo Jorge (PV) e Levy Fidelix (PRTB). A apresentação foi do âncora do Jornal da Band, Ricardo Boechat.

Debate para o Planalto 2
A expectativa era que Dilma se apresentasse como gestora e evitasse ataques diretos aos seus concorrentes, sobretudo, a ex-ministra Marina Silva, que já aparece em segundo lugar nas pesquisas. Já Marina deve ter se apresentado como "herdeira" do legado de Eduardo Campos, morto no último dia 13 em um acidente de avião, e alternativa concreta à polarização entre PT e PSDB.

Debate para o Planalto 3
Agora na condição de candidato menos conhecido entre os três principais concorrentes ao Planalto, após a morte de Eduardo, Aécio Neves deve ter centrado fogo no governo Dilma. O tucano quer reforçar em seu discurso que tem mais preparo do que suas duas maiores oponentes para exercer a Presidência.

Veja essa...
O candidato a reeleição de deputado federal Mendonça Prado (DEM) colocou carro de som na rua explicando que foi vetado por Amorim de aparecer no programa eleitoral gratuito no rádio e na TV.

Curtas
O debate que a TV Atalaia realizará entre os candidatos a governador, no dia 26 de setembro, será apenas com os três candidatos cujo partido tem representatividade na Câmara dos Deputados: Jackson Barreto, Eduardo Amorim e Sônia Meire.

O senador Kaká Andrade (PDT), que tira a licença de quatro meses de Eduardo Amorim, apresentou projeto que limita o poder absoluto do Operador Nacional do Sistema (ONS). O projeto exige que seja o Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco o responsável pela decisão de alterar a vazão em reservatórios reguladores abaixo dos patamares mínimos.

Kaká Andrade disse que o Operador Nacional do Sistema autorizou a diminuição da vazão mínima da Barragem de Sobradinho, comprometendo o Rio São Francisco. "Precisamos fortalecer um órgão colegiado criado por decreto presidencial, que é o Comitê da Bacia e cujos objetivos são implementar a política de recursos hídricos em toda a bacia, estabelecer regras de conduta locais e gerenciar os conflitos de interesse em toda a bacia".

Segundo o senador, o Rio São Francisco vem enfrentando vários problemas desde a construção das hidrelétricas, como o comprometimento da navegabilidade, redução da vazão que, por sua vez, inviabilizou a produção de arroz nas várzeas de Sergipe e Alagoas, e o pior: drástica diminuição de peixes.