Um sopro de renovação na aldeia

Rian Santos


  • Ninguém perde por esperar

Quando Patrícia Polayne resolveu experimentar a vida mambembe, e arrastou os andrajos de sua poesia por aí, provando as delícias desse mundo inclemente, a música sergipana correu o risco de nunca mais sorrir com a mesma alegria. O longo intervalo entre a sua aparição, em 1995, quando debutou na noite sergipana, e o nascimento de um disco, testemunha a aflição guardada na promessa que não vingava, impossível de ser apalpada, artigo valioso que se negava à bagunça das prateleiras. O lançamento de 'O circo singular - As canções do exílio' (2009), contudo, um sopro de renovação na música da aldeia, justificou o lapso e vale mais sozinho do que certas discografias, por aí. Um segundo disco está demorando mais do que seria conveniente, mas a experiência adverte que a gente não perde por esperar.


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