Consequências das chapinhas

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Publicada em 23/07/2014 às 02:38:00

Desde o processo de discussão da formação das alianças e das chapas para as eleições deste ano que surgiram problemas para a criação das "chapinhas", tanto do lado da situação quanto da oposição. Muitos proporcionais eram contrários.
O deputado estadual Gilmar Carvalho (SDD), aliado do candidato a governador Eduardo Amorim, foi o primeiro a se posicionar contra chapinhas. Foi prejudicado na eleição de 2010, quando teve voto para se eleger, mas ficou de fora da Assembleia Legislativa por conta das chapinhas da sua coligação, que proporcionaram a eleição de dois deputados com bem menos votos que ele.
Do lado do governo, cujo candidato a governador é Jackson Barreto, o primeiro a se colocar contrário às chapinhas foi o deputado estadual Zezinho Guimarães (PMDB).  Defendia o chapão, por entender que todos tinham que concorrer por igual e ganhar quem tiver mais voto.

Foram muitas as discussões e ao final, no dia das convenções partidárias, tanto Jackson Barreto quanto Eduardo Amorim acabaram registrando suas candidaturas com chapa e chapinha na coligação.
A chapa majoritária de Jackson foi registrada com 11 partidos, cuja coligação ficou: "Agora É a Vez do Povo" (PT/PDT/PSB/PMDB/PC do B/PRP/Pros/PSD/PRB/PSDC). Foi registrada a chapinha da coligação "Vitória Popular" (PRB/PDT/PRP/PROS/PC do B/PSDC).
Essa chapinha foi problemática, mediante a inclusão do PDT. Antes da convenção partidária do dia 30 de junho, o ex-prefeito Armando Batalha (PRP) ameaçava ficar de fora da coligação se o PDT integrasse a chapinha. Foram várias conversas com o senador Valadares (PSB) e com o próprio candidato a governador Jackson Barreto.

Finalmente houve o entendimento de que o PDT entraria na chapinha com a candidatura da mulher do prefeito de Nossa Senhora do Socorro, Fábio Henrique (PDT), a Silvia Fontes, mas haveria compensações para não prejudicar a candidatura para a Assembleia Legislativa do filho de Armando Batalha, o Armando Batalha Júnior.
A gota d´água para Armando retirar a candidatura do filho foi o fato do prefeito Fábio Henrique ter conquistado o apoio para a mulher de três vereadores de São Cristóvão. Ele já não estava digerindo o PDT e nem a falta do cumprimento aos compromissos assumidos. Isso acabou resultando no rompimento com o bloco governista.
Da coligação de Jackson quem também retirou sua candidatura a deputado estadual foi o empresário Antônio Carlos Franco Sobrinho (PMDB). Não houve rompimento. O empresário continua apoiando JB para governador e decidiu apoiar a reeleição do deputado estadual Jeferson Andrade (PSD) e do deputado federal Fábio Reis (PMDB).

A chapa majoritária de Eduardo Amorim foi registrada com 15 partidos, ficando assim a coligação "Agora Sim" (DEM/PSDB/PP/PT do B/PSC/ PTC/PSL/PTB/SDD/PV/PPS/PHS/PMN/PR/PEN). Houve o registro de uma chapinha para deputado estadual "Renovar pra Mudar" (PPS/PMN/ PHS/PV/PEN) para descontentamento de alguns deputados estaduais do bloco.
O candidato a deputado estadual, o vice-prefeito de Socorro, Job Carvalho (PPS), desistiu da candidatura. Já se comenta que o candidato a deputado estadual, o advogado Emanuel Cacho (PEN), também pode retirar a sua candidatura nos próximos dias.  
Novas desistências de candidaturas podem ocorrer dos dois lados, pois no pleito deste ano a disputa está acirrada tanto para os candidatos majoritários quanto para os proporcionais, e, muito cara ...

Na coletiva
O presidente do Diretório Regional do PRP, Armando Batalha, e a mulher, prefeita de São Cristóvão, Rivanda Batalha (PSB), concedem hoje entrevista coletiva à imprensa para anunciar o rompimento com o bloco governista e o apoio à candidatura a governador de Eduardo Amorim, da coligação "Agora Sim". Será às 7h30, na residência do casal, na Praça do Carmo - Centro Histórico de São Cristovão.

Motivo 1
Em conversa com a coluna, na sexta-feira passada, Armando Batalha disse que foi um "conjunto de fatores e acertos não cumpridos" que o levou a retirar a candidatura do filho Armando Batalha Júnior a deputado estadual. "O mais forte dele foi a entrada do PDT na chapinha. Empurraram o PDT de goela a baixo. Isso foi mortal", avalia.

Motivo 2
Segundo Armando, como se não bastasse a entrada do PDT na chapinha, que tanto trabalhou para formar, vários compromissos não estavam sendo cumpridos. "O compromisso foi feito, tudo acertado e nada foi feito. Todo o entendimento aconteceu na presença do governador [Jackson Barreto], no dia 30 de junho, em um hotel em Aracaju", disse, lamentando ainda a baixa de três vereadores de São Cristóvão que apoiar Silvia Fontes.

Onde levou
Disse ainda Armando à coluna: "Agora parei para refletir sobre os compromissos não cumpridos. Como cumpro compromissos, quero que os que foram feitos sejam cumpridos. Vou aguardar os acontecimentos. A principio retirei a candidatura de Armando Batalha Júnior. Não tinha como prosseguir. Não vou ficar como figurante".  Pelo visto, refletiu e, chateado, decidiu apoiar a candidatura de Eduardo Amorim.

Queixa
Batalha lamentou ainda que o prefeito Fábio Henrique, que administra uma prefeitura grande como a de Socorro, que está no sexto ano de governo e recebe muitos recursos, venha tirar vaga de deputado estadual de quem trabalhou muito pela formação da chapinha PRP/PROS/PRB/PCdoB/PSDC, que conta com a inclusão do PDT.

Ponto de vista
Um aliado do governador Jackson Barreto avalia que o rompimento de Armando Batalha e da prefeita Rivanda Farias não representará uma baixa grande pelo desgaste político do casal no município de São Cristóvão.

Alfinetada na
concorrente
Do candidato a senador Rogério Carvalho (PT), ontem, durante reunião com lideranças do PT e dos partidos aliados para debater os rumos da campanha: "Essa eleição tem candidatos e candidatas que não tem disposição de fazer diálogo com os seus iguais. Você elege o senador e ele não existe para você. Você não conta com esse político para te representar? Como é isso? O Senado precisa ser melhor representado. Somente o senador Valadares se destaca. Precisamos mudar essa realidade".

Habilitados 1
Dando continuidade ao julgamento dos registros de candidaturas até o dia 5 de agosto, os membros do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) deferiram ontem o pedido de registro de candidatura de Maria do Carmo Alves (DEM) ao Senado e dos 1º e 2º suplentes Ricardo Franco (PTB) e pastor Virgílio (PSC) respectivamente. Eles são candidatos pela coligação de Eduardo Amorim.

Habilitados 2
Também foram habilitados ontem a disputar as eleições este ano o candidato a senador Edivaldo Soares Leandro (PSTU) e os 1º e 2º suplentes Edilson Profiro dos Santos e Ercilio Bispo dos Santos respectivamente. Assim como o candidato a deputado federal Manoel Andre do Nascimento Neto (PMN).
Dados 1
Até as 14h da última segunda-feira, o Sistema de Divulgação de Candidaturas (DivulgaCand 2014) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia contabilizado 11 pedidos de registro de candidatos a presidente da República, 171 a governador de Estado, 181 a senador, 6.749 a deputado federal, 16.235 a deputado estadual e 1.003 a deputado distrital (DF) nas Eleições Gerais de 2014. Os pedidos de candidaturas estão em avaliação pela Justiça Eleitoral.

Dados 2
São Paulo e Alagoas, com nove cada um, e Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com oito cada, são os estados com mais pedidos de registro de candidatos a governador. Para o cargo de senador o estado do Pará lidera (11), seguido de Amapá e São Paulo, os dois com dez pedidos de registro cada.

Dados 3
São Paulo e Rio de Janeiro detêm mais pedidos de candidatos a deputado federal, no caso 1.354 e 1.068. São Paulo (1.987) e Rio de Janeiro (1.977) têm também mais pedidos de registro a deputado estadual. São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro são os estados com mais vagas na Câmara dos Deputados, respectivamente 70, 53 e 46.

Dados 4
Acre, Roraima e Ceará, com quatro cada um, têm menos pedidos de registro de candidatos a governador. Igualam-se, com quatro candidatos ao Senado cada, o Acre e o Ceará. Tocantins (55) e Acre (63) têm menos pedidos para deputado federal. Já Sergipe (174) e Piauí (245) foram os estados que receberam os menores números de registro para deputado estadual.

Veja essa...
Ao apresentar ontem seu programa na rádio Capital do Agreste, o radialista Edvanildo Santana cobrou da Prefeitura de Itabaiana a realização de concurso público para a guarda municipal, já que a Câmara Municipal tinha aprovado a sua realização. Logo depois chegou à emissora o prefeito Walmir de Francisquinho (PSC) com cara de poucos amigos e, no ar, sugeriu como o profissional fizesse o programa.

... e essa ...
Dentro das sugestões, o prefeito falou que a questão da segurança pública era de responsabilidade do Estado e que o radialista deveria ligar para as autoridades para questionar os problemas na área. Edvanildo falou das dificuldades em falar com alguém do comando da SSP e o prefeito sugeriu que contratasse um repórter de Aracaju para fazer isso. Imediatamente o radialista perguntou se ele ia pagar. Pode?

Curtas
De volta do Rio de Janeiro, o candidato a governador Jackson Barreto participou ontem do lançamento da candidatura do deputado João Daniel (PT) a deputado federal, no povoado Quissamã, junto aos agricultores do MST. Recebeu documento com algumas reivindicações.

Usando o chapéu vermelho do MST, Jackson Barreto disse que tinha muito orgulho de poder usar o chapéu do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.

Solto recentemente da prisão, o ex-prefeito Sukita (PSB) deve voltar a Capela no próximo sábado e desfilar pelas ruas em carro aberto. Ele deve mesmo ser candidato a deputado estadual.

Em nota encaminhada ontem à coluna, a presidente do Diretório Municipal do PMDB/Rosário do Catete, Acácia Calazans, esclarece que ela é a presidente do Diretório Municipal e não a mulher do prefeito Laércio Passos, que se desfiliou do PMDB em 2004 e hoje é vereadora pelo PSD.

Zé Franco (PDT) apoia Adelson Barreto (PTB) para deputado federal.