Sem unidade

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Publicada em 27/06/2014 às 00:40:00

rittaoliveira@jornaldodiase.com.br  -  rittaoliveira@uol.com.br

Na próxima segunda-feira, 30, os partidos estarão homologando as coligações e os nomes dos candidatos a presidente e vice, a governador e vice, senador e suplente, deputado federal e deputado estadual nas eleições deste ano. Mesmo faltando quatro dias, o quadro ainda é de indefinição.

Independente das coligações a serem formadas em torno das candidaturas ao governo de Jackson Barreto (PMDB) e Eduardo Amorim (PSC), os partidos não estarão fechados 100% em torno do candidato majoritário que desejar apoiar. Haverá divisão.

Um exemplo disso é o DEM, cujo líder maior, o prefeito João Alves Filho, decidiu apoiar a candidatura do senador Eduardo Amorim e indicar a senadora Maria do Carmo Alves para o Senado. Como João demorou a decidir, uma vez que somente hoje deverá oficializar o apoio, muitos democratas já declararam que votarão com o governador Jackson Barreto.

É o caso dos deputados estaduais Goretti Reis e Arnaldo Bispo, e do prefeito Carlos Magno (Estância). O deputado federal Mendonça Prado, pelas razões que todos já conhecem, não votará no senador Amorim.
Durante todo o processo de negociação, Mendonça lutou para que o DEM apoiasse a reeleição de Jackson Barreto. Ele, inclusive, colocou seu nome à disposição para ser candidato a vice de JB.

O PDT, se realmente bater o martelo com Jackson Barreto, não será unanimidade. Os prefeitos Fernando Lima (Nossa Senhora das Dores) e Zé de Francisquinho (Umbauba) já declararam que independente da posição do partido, eles apoiarão a candidatura de Amorim a governador.
O partido deve oficializar apoio à reeleição de Jackson no dia da convenção, na próxima segunda-feira. O PDT deve indicar Silvia Fontes, mulher do prefeito Fábio Henrique (Nossa Senhora do Socorro), como suplente de senador e Adilson Júnior, o irmão, como secretário de Turismo.

O lado positivo dos apoios desses partidos, mesmo divididos, será o tempo de televisão que vão proporcionar ao candidato majoritário, durante o programa eleitoral gratuito no rádio e na televisão que começa no dia 19 de agosto e termina no dia 02 de outubro.
O DEM mesmo, pela sua representação na Câmara dos Deputados, correspondente a uma bancada de 21 deputados, dispõe de 56 segundos. Já o PDT, com 14 deputados federais, dispõe de 42 segundos.

Expectativa
O deputado federal Mendonça Prado (DEM) continua sem aceitar a posição do seu partido em apoiar o senador Eduardo Amorim para o governo. Anteontem à noite, durante prestação de contas do seu mandato, no Iate Clube, o parlamentar disse à imprensa que aguarda um desfecho da sua assessoria jurídica pelo fato de que não votará em Amorim.

Ponto de vista
Mendonça Prado, que é genro de João Alves, avalia como "equivocada" a decisão do prefeito em decidir apoiar Eduardo Amorim. "Errou gravemente. É preciso fazer política pensando no Estado. Os irmãos Amorim não têm condições de governar o Estado, não pensam no desenvolvimento de Sergipe. Disse a João Alves que pode contar comigo, menos para apoiar os irmãos Amorim, que não tem o desejo de melhorar a vida dos sergipanos, só deles mesmo".

Decisão
Mendonça acha que o DEM devia ter ouvido os parlamentares do partido antes de decidir pelo apoio a Eduardo Amorim, uma vez que eles têm preferência por Jackson Barreto. "Devo muito e tenho respeito por Dr. João e D. Maria. Não vou analisar suas decisões. Só não vou apoiar gente que frequenta o Judiciário".

Agradecimento
Durante a prestação de contas do mandato, Mendonça Prado agradeceu a imprensa e a Jackson Barreto pela forma como têm lhe tratado. "Todos me tratam com cortesia, respeito e consideração", revelou.

Convicção
À imprensa, no evento de Mendonça Prado, o governador Jackson Barreto ressaltou a coerência política do deputado federal e o fato de que para onde ele for seus amigos irão.

Reviravolta?
O deputado estadual Adelson Barreto (PTB) conversou anteontem à noite com o presidente estadual do PT, o deputado federal Rogério Carvalho, que é pré-candidato ao Senado na chapa encabeçada pelo governador Jackson Barreto. Discutiram sobre o Senado.

No DF
Adelson viaja hoje a Brasília para uma conversa com o presidente nacional do PTB, Benito Gama. Quer ouvir a posição do partido sobre Sergipe e definir o seu destino político, uma vez que o PTB deve homologar apoio ao presidenciável tucano Aécio Neves na sua convenção nacional a ser realizada hoje, em Salvador, ao invés de apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff, como tinha decidido anteriormente.

Adiado
O PSDB adiou de ontem para hoje a reunião da Executiva do partido para deliberar sobre o pedido de homologação da candidatura ao governo da presidente do PSDB Mulher, Grace Franco. E deliberar, também, sobre coligações e quem o partido pode apoiar para o governo caso não acatem o nome da tucana para o governo.
Motivo
Segundo o presidente estadual do PSDB, Roberto Goes, a reunião deixou de acontecer ontem pela ausência justificada de três membros do Diretório Estadual: Adierson Monteiro, Djenal Gonçalves e o prefeito de Itabaianinha, Robson Hora.

Agradeceu 1
Informações chegadas à coluna dão conta que visando atrair o PDT para a coligação do senador Eduardo Amorim foi oferecido ao deputado estadual Zé Franco a condição de candidato a vice. O parlamentar, que até o momento não foi empossado como presidente da Assembleia Legislativa porque Angélica Guimarães (PSC) não renunciou ao cargo para assumir o Tribunal de Contas do Estado (TCE), agradeceu e disse que é candidato a deputado estadual.

Agradeceu 2
Quem também não aceita ser vice de Amorim, conforme convite formulado, é o deputado estadual Adelson Barreto (PTB). Adelson quer ser candidato a senador, mas deve ser candidato a deputado federal pela dificuldade em viabilizar sua candidatura ao Senado.  

A origem
Segundo uma liderança do PSB, é o ex-deputado federal Pedrinho Valadares (PV), que é assessor do presidenciável Eduardo Campos, quem "força a barra" para que o partido apoie a candidatura de Eduardo Amorim. Revela ainda que deve ter partido dele a "história da intervenção do PSB nacional no PSB local" para que o partido não apoie Jackson Barreto.
Opção
De acordo com uma fonte, o PRTB do vereador Anderson de Tuca saiu do bloco dos 10 partidos que deseja formar uma chapinha e decidiu apoiar a reeleição de Jackson Barreto. O PROS, do ex-deputado federal Bosco Costa, também saiu do bloco e mantém apoio ao governador.

Expectativa
O secretário-geral do PPS, Nilson Lima, torce para que o bloco que deseja fechar uma chapinha para deputado federal e deputado estadual decida até o meio-dia de hoje a formação da chapinha e quem vai apoiar para governador. "Segunda-feira, dia da convenção do PPS, é apenas para assinar papel, festejar e entrar na disputa no prazo certo", afirma.
Chapão
O deputado federal André Moura (PSC), que é o coordenador da pré-candidatura de Eduardo Amorim a governador, disse que haverá um chapão para os candidatos proporcionais a deputado federal e a deputado estadual da coligação do senador.  Admitiu que pode até haver outra chapa, a depender do número de partidos que vão apoiar Eduardo.

PTB
Seis partidos ainda não realizaram sua convenção nacional, entre eles o PTB que pode retirar apoio a reeleição da presidente Dilma Roussef e apoiar o tucano Aécio Neves. O presidente estadual do PTB, Adelson Barreto, vai a Brasília para conversar com o presidente Benito Gama sobre o destino do partido em Sergipe.

Decisão
A contagem do prazo de inelegibilidade estabelecido pela Lei Complementar nº 64/1990 tem como termo inicial a data da eleição, de acordo com o que decidiu na sessão administrativa desta semana o Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esse dispositivo estabelece que são inelegíveis, para qualquer cargo, os detentores de cargo na administração pública direta, indireta ou fundacional, que beneficiarem a si ou a terceiros, pelo abuso do poder econômico ou político, que forem condenados em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, para a eleição na qual concorrem ou tenham sido diplomados, bem como para as que se realizarem nos oito anos seguintes.

Veja essa...
De Mendonça Prado ao afirmar que não apoiará o senador Eduardo Amorim para o governo: "Não vou trair minhas convicções. Não desistirei da caminhada. Posso até ter problemas com o registro de candidatura, mas não acredito que o meu partido vá impedir minha candidatura. Não tenho como ficar contra João Alves, pois não cuspo no prato que comi. Vou até a porta do cemitério, mas não entro na cova".

Curtas
De Jackson Barreto sobre o processo eleitoral: "Há 10 meses diziam que Amorim era o governador e podia comprar o terno. Hoje o quadro político é outro. O nosso nome cresceu e já passei de Eduardo Amorim. A eleição não está decidia, mas somos o primeiro lugar nas pesquisas".

O prefeito João Alves Filho concede entrevista coletiva hoje, às 15 horas, no hotel Aquarius, para anunciar a sua posição nas eleições estaduais. O DEM deverá se integrar a campanha de Amorim.

A Comissão Especial da Assembleia Legislativa rejeitou ontem os vetos governamentais às nove emendas do Proredes aprovadas anteriormente. Votaram a favor dos vetos os deputados Francisco Gualberto (PT) e Garibalde Mendonça (PMDB), e contrários Paulinho da Varzinhas (PTdoB), Gilson Andrade (PTC) e Venâncio Fonseca (PP).

Na sessão extraordinária desta sexta-feira, os vetos serão apreciados em plenário pelos 24 deputados. Para derrubar os vetos governamentais o bloco de oposição precisará de 13 votos.

Com a votação dos vetos, em plenário, estará destrancada a pauta. Com isso, os deputados vão discutir e votar o reajuste linear do servidor público de 6,38% e o plano de carreira, cargos e vencimentos, o que deve acontecer durante sessão extraordinária na próxima semana, por conta do recesso parlamentar no dia 30 de junho.