A escolha de João

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Publicada em 11/04/2014 às 01:31:00

Como não poderia ser diferente, após decisão do prefeito João Alves Filho (DEM) em permanecer na Prefeitura de Aracaju anunciada há uma semana, durante entrevista coletiva à imprensa, o que está na ordem do dia agora é quem JAF vai apoiar para governador. Se é o governador Jackson Barreto (PMDB) ou o senador Eduardo Amorim (PSC).
É público e notório uma divisão entre aliados do líder do DEM em Sergipe: os que defendem o apoio a Jackson e os que desejam uma aliança com Amorim. Essa mesma divisão aconteceu com relação a uma posição de João Alves em renunciar ou não a Prefeitura de Aracaju para concorrer ao Governo do Estado.
O deputado federal Mendonça Prado (DEM), que vem a ser genro do prefeito, deseja que o seu partido apoie a reeleição de Jackson Barreto. O mesmo pensamento tem a sua esposa, Ana Maria Alves, que vem a ser a filha de João Alves. O problema é de ordem pessoal e familiar. O prefeito de Estância, Carlos Magno (DEM), já decidiu que vai apoiar JB com a decisão de JAF em não ser candidato.  
O vice-prefeito José Carlos Machado (PSDB) e o presidente da Câmara Municipal de Aracaju, Vinícius Porto (DEM), desejam uma coligação com Amorim. Acham que é muito mais fácil manter uma aliança que saiu vitoriosa em 2012 do que construir uma nova.
Com isso, João Alves, que encerrou um dilema na sexta-feira passada com relação a deixar ou não a prefeitura no período da desincompatibilização, começa um outro: quem apoiar para governador.
Coincidentemente, Mendonça Prado e Ana Alves eram os que mais torciam para ele permanecer na prefeitura. Mendonça, inclusive, tem interesse de ser candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Jackson Barreto e já disse que gostaria que o DEM o indicasse.
Já Machado e Vinícius Porto sonhavam com a renúncia de JAF por razões obvias: Machado seria o prefeito de Aracaju e Vinícius o vice-prefeito, na condição de presidente reeleito da Câmara de Vereadores já para o biênio 2015/2016.  
Depois de analisar os prós e os contras e colocar na balança, João Alves fez a opção de permanecer no comando da capital sergipana para cumprir suas promessas de campanha. Disse que o que pesou muito foi a "harmonia familiar", por considerar a família um "bem precioso".
A própria senadora Maria do Carmo Alves (DEM) chegou a declarar na sexta-feira que tanto ela quanto os três filhos queriam que João Alves continuasse prefeito. E o próprio JAF tem dito que como estamos no ano da década das mulheres ele é dominado pelas cinco Maria da sua família. Refere-se à mulher, as duas filhas que também se chamam Maria, e duas netas que têm Maria no nome.
Se João Alves usar esse mesmo critério de "harmonia familiar" para decidir quem apoiar nas eleições deste ano, será Jackson Barreto o seu candidato a governador. Sem falar na relação harmoniosa que tem hoje com o Governo Estadual e o Governo Federal.
Vamos aguardar o desenrolar das conversas, pois tem muita água para rolar por debaixo da ponte até 30 de junho: prazo final para as convenções partidárias...

Nova expectativa
Em conversa com a coluna, o prefeito João Alves Filho (DEM) disse que não sabe se vai decidir logo quem vai apoiar para governador de Sergipe ou aguardar o prazo final para alianças, como fez agora com a decisão de anunciar que permaneceria prefeito somente no último dia estabelecido pela legislação eleitoral. "Vou fazer as coisas com muita segurança, analisando todas as candidaturas e compromissos de cada um. Não posso especificar uma data", justifica, garantindo que vai fazer o que for melhor para Aracaju e Sergipe.

O foco
Segundo João Alves, a escolha de quem vai apoiar é uma segunda etapa da sequência que iniciou com a sua decisão de permanecer prefeito. "Tomei essa decisão convencido de que foi o melhor para Aracaju, valorizando agora o desafio de dar um choque de gestão na prefeitura para melhorar a saúde, a mobilidade urbana e a vida do povo. Tenho que me concentrar nisso. É o meu foco agora", disse o prefeito ao filosofar: "o tempo é o homem e sua circunstância".  

O interino
O presidente da Câmara Municipal de Aracaju, Vinícius Porto (DEM), será o prefeito da capital a partir desse sábado por conta da viagem de uma semana do prefeito João Alves e do vice José Carlos Machado a Bogotá, na Colômbia. Eles vão participar do 7º Fórum Urbano Mundial, que vai discutir a segurança pública.

Ainda na Colômbia
O prefeito e o vice também vão a Medellin conhecer a segurança pública naquela cidade colombiana, pelo seu bom desempenho no combate ao narcotráfico. Irá também uma equipe ligada a segurança pública do município de Aracaju, para aprender técnica de segurança visando otimizar essa questão na capital sergipana.

Nova conversa
O presidente estadual do PSB, deputado federal Valadares Filho, avaliou como "cordial" e "tranquila" a conversa que ele e o senador Valadares tiveram ontem, em Brasília, por cerca de 2h, com o governador Jackson Barreto (PMDB). "Foi uma conversa de partido para partido, do líder maior do PMDB com o do PSB, onde se discutiu e analisou o atual quadro político que vivenciamos", disse.
Outras conversas
Revela Valadares que acontecerão outros diálogos com o governador, enquanto se espera o quadro avançar, e que o PSB conversará com outros partidos até um entendimento final, em junho, quando das convenções partidárias. "Pelo quadro político que estamos vivendo, os entendimentos só acontecerão em junho mesmo", afirmou, enfatizando que o que mais está dificultando isso são os partidos terem candidato próprio a presidente da República, o que dificulta os acordos nos Estados.

Ponto de vista
De Valadares Filho ao ser questionado se existe a possibilidade do PSB se reintegrar ao bloco governista para dar continuidade ao projeto: "Na política de Sergipe existe todas as possibilidades".

Protesto dos
prefeitos 1
Prefeitos de Sergipe voltam a fechar hoje as prefeituras em protesto contra a crise financeira. A partir das 9h, no auditório do Tribunal de Contas do Estado, eles participam de encontro com senadores e deputados federais dentro da Campanha Nacional de Mobilização "Viva o seu Município - Você nasceu aqui, não o deixe morrer".

Protesto dos
prefeitos 2
O evento, que acontece em todo o país, é organizado por todas as entidades municipalistas (associações de municípios) do Brasil, coordenado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Em Sergipe, a mobilização é coordenada pelos presidentes da Amurces, Antonio de Dorinha (PSB); da Ambarco, Fábio Henrique (PDT); e da Fames, Antônio Fernandes Rodrigues.

Como réu
O pleno do Tribunal Regional Eleitoral começou a julgar ontem o pedido de cassação do mandato do prefeito de Brejo Grande, Fernando Tenório Ribeiro Machado, e do seu vice. Ele foi denunciado pela Coligação Brejo Grande Merece Respeito (PMDB/PSC/PR/PRTB/PHS/PSDB), por abuso de poder político e autoridade nas eleições de 2012.

Vistas do processo
Após o voto de Lidiane Bomfim Pinheiro de Meneses acompanhando o relator, o desembargador Ricardo Múcio, que negou provimento ao recurso, a juíza Denize Maria de Barros Figueiredo pediu vistas dos autos.

Registro
Como presidente da Câmara de Brejo Grande, Fernando Tenório assumiu a prefeitura em junho do ano passado, após o pleno do TRE ter cassado o diploma do prefeito Anderson Ferreira Bastos e do vice-prefeito José Antonio Dias Ferreira por abuso do poder econômico e político e captação de sufrágio nas eleições de 2012. Acatou o pedido do Ministério Público Eleitoral.

ProRedes
A sociedade sergipana acompanhou ontem mais uma manobra da oposição na Assembleia Legislativa para driblar uma decisão judicial pela votação do ProRedes, cujo prazo para aprovação pelos parlamentares e sanção pelo Governo do Estado vence hoje. Ele não foi a plenário ontem, porque empacou na Comissão de Constituição e Justiça com a viagem do presidente da CCJ, o líder da oposição na Casa, Venâncio Fonseca (PP), e do relator Zeca da Silva (PSC), para um casamento no sábado de um filho de Venâncio, em Minas Gerais. O ProRedes destina R$ 240 milhões para a saúde pública.

Migalhas
Como prêmio de consolação para o governo, os deputados votaram e aprovaram um projeto de pedido de empréstimo no valor de R$ 100 milhões junto à Caixa Econômica Federal (CEF), para ser aplicado em esgotamento sanitário em municípios do estado.

Ataques
A presidente da Assembleia, Angélica Guimarães (PSC), voltou ontem a ocupar a tribuna da Casa. Desta vez não para atacar jornalistas, mas o governador Jackson Barreto. Pediu que ele tivesse um pouco mais de respeito com o Poder Legislativo e fez a defesa do seu líder, o senador Eduardo Amorim (PSC). Angélica ainda admitiu que o ProRedes não é bem quisto por alguns parlamentares da bancada de oposição. Quatorze, dos 24 deputados, cobram há vários dias a tramitação do projeto.

Veja essa...
Do prefeito João Alves ao ser questionado como ele viu a declaração do seu vice José Carlos Machado de que, como decidiu não ser candidato a governador, era mais prudente a manutenção da aliança com o PSC dos irmãos Amorim: "Machado é meu amigo há 40 anos. É uma amizade de irmãos, mas não temos os mesmo pensamentos. Machado é arvorado e eu gosto de maturar".

Curtas
O presidente do PSC, deputado federal André Moura, quer ampliar o arco de alianças em torno da pré-candidatura do senador Eduardo Amorim (PSC) ao governo. Esta semana conversou com o PPS, PSDB e PSB.

Em discurso ontem na Câmara, o deputado federal Márcio Macêdo (PT) rebateu as acusações da oposição sobre a gestão da Petrobras. "Quero repudiar a forma eleitoreira com que a oposição tem tratado o episodio da Petrobras e da refinaria de Pasadena. Há, por parte da oposição, uma irresponsabilidade com a maior empresa do país e sétima do mundo. A oposição tem tratado o assunto com falácias e mentiras, dizendo que a refinaria custou mais de R$ 1 bilhão, quando os números estão claros. Custou R$ 486 milhões, que naquele momento, era um bom negócio", afirmou.

O PSB continua as conversas para composições nas eleições. Ontem mesmo os Valadares conversaram com o PMDB, em Brasília, e o PPS, em Sergipe. No meio da semana estiveram com o PSDB e PSC.

Após o retorno de João Alves da Colômbia, após a Semana Santa, haverá uma conversa dos Valadares com o líder do DEM.

O secretário-geral do PSDB, o vice-prefeito José Carlos Machado, retornou ontem a Sergipe, após três dias de conversas políticas em Brasília. Ele trabalha para um palanque forte em Sergipe para o presidenciável tucano Aécio Neves e uma chapa proporcional competitiva.